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VIDA DE ROBÔ NÃO ANDA NADA FÁCIL

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Quem pensa que robôs existem há pouco tempo deveria procurar os arquivos mais remotos da TV brasileira. Em programas de auditório, vez por outra aparecia um robô. Duas pernas, dois braços, cabeça, tudo quadrado. E algumas luzes intermitentes. Costumava vir acompanhado de um jovem, que se apresentava como universitário, criador da engenhoca. Daí o apresentador do programa fazia algumas perguntas para o robô, corriam algumas piadinhas e no final, criador e criatura saíam do palco sob aplausos. No fundo, o público desconfiava que tinha alguém lá dentro. Com ou sem, o certo é que aquilo tudo não servia para nada. De alguma forma robô sempre remeteu a algo dotado de alguma “inteligência” artificial. Tanto que, nos dias atuais, a maioria dos robôs são softwares , mudaram até de nome: bots. Robôs mesmo ficaram apenas aquelas máquinas eletromecânicas, comuns nas montadoras de automóveis. “Pensam” menos, trabalham muito e não têm qualquer característica androide. É nessa capacidade de “pensar”

O AVATAR DA INSENSATEZ

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O retrato mais fiel da privacidade é o banheiro público. No masculino, com certeza. Tem opções como, por exemplo, proteger apenas moderadamente o seu potencial. É quando decide urinar num mictório, aquela meia bacia de louça, fixa na parede, com uma pequena divisória de cada lado. Se todos mantiverem a discrição, nada a declarar. Tem também a opção de trancar a porta, a proteção maior, ainda assim, parcial. Garante-se o privado, que se dá no topo da privada. Mas o público, a quem todos devemos algo, vai lhe cobrar pelo menos a exposição dos pés – e do ato praticado, que se depreende da posição deles. Muito além desses posicionamentos, a questão da privacidade se reflete em todo o ambiente do banheiro público. Está até no ar. Nas paredes, nas portas, se vê parte do comportamento que ela permite, a quem aceita essas atitudes para si. Uma arte peculiar exibe figuras, detalhes de uma intimidade bizarra. Versos e filosofia populares, falam das fraquezas humanas, de amores, de ideologias, us

PARLAMENTARES E OS GASTOS DAS TELES

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Chegou o modelo novo do carro, com data do ano que vem. Do modelo deste ano para o novo, muda quase nada. Pode ser a chance de conseguir um bom desconto. Um “quase” modelo novo, mas é carro zero, tem todas as garantias. Com todo respeito, o nome disso é xepa. Tudo bem, faz parte da lógica do mercado. A gente conhece da feira, mas funciona sempre que o tempo pressiona um negócio. E se o assunto é hardware de TIC – Tecnologia de Informação e de Comunicações? Será que a xepa funciona? É o grande debate hoje do 5G no Brasil. A proposta de edital apresentada no dia primeiro deste fevereiro caiu como uma bomba entre as operadoras de telefonia móvel. Para Claro e Vivo a bomba foi do tipo arrasadora. Para a Tim, foi daquelas de festas de reveillon, que espalham estrelinhas pelo céu, comemorando novos tempos. É que as duas primeiras investiram no chamado 4,5G, uma tecnologia intermediária para o chamado 5G DSS ( Dynamic Spectrum Sharing , ou Compartilhamento Dinâmico de Espectro). No 5G DSS o

AS FRANQUIAS CIBERNÉTICAS E O MENOR PREÇO

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A gente está vendo aqui, encontra também perto daqui, longe daqui e ainda pelo meio do caminho. É aquela palavra inventada há pouco tempo, um neologismo, de base tecnológica. Cada vez mais presente nas pautas sindicais. Isso mesmo, “uberização”, ou até “desuberização” estão se tornando palavras de ordem na economia desses tempos. O desafio agora é saber, tecnicamente, o que é uberização. “É essa mania de fazer aplicativo pra tudo que é serviço que depende de deslocamentos.” Talvez funcione como ideia mais genérica; “são formas de contratar serviços sem nenhum vínculo empregatício”. Verdadeiro na prática, juridicamente, não mais. Falta um conceito claro. Uma compreensão mais ampla desse fenômeno. Isso pode ajudar a lidar melhor com ele na sociedade contemporânea. Não vai ser aqui e agora que esse novo conceito vai ser enunciado. Mas algumas contribuições podem ser consideradas. O Uber foi o primeiro sistema automatizado de gestão disponibilizado publicamente, para qualquer usuário. Form

O APAGÃO NAS BOLAS DE CRISTAL

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Computadores não ajudam a fazer previsões. De certa forma, eles as destroem. Quando a prova disso vem de grandes fabricantes da indústria de informática, fica mais difícil contestar. No ano passado, ainda no prenúncio da pandemia, Bob Swan, Presidente Executivo da Intel, teria dito ao site PCWorld que temia os efeitos para o mercado de PCs. A previsão, à época, era de que as vendas teriam uma forte queda. Na semana passada, numa apresentação para analistas de Wall Street, a empresa divulgou uma receita de US$ 20 bilhões no quarto trimestre de 2020, com lucros de US$ 5,9 bilhões. Quem puxou esse faturamento foram as vendas para as fabricantes de PCs. A história da Intel se confunde com a dos PCs. Hoje a empresa é a segunda maior do mundo na fabricação de chips semicondutores. Os desktops e notebooks das grandes marcas representam o principal mercado para os componentes que ela fabrica. Com a chegada dos smartphones e tablets na década retrasada, a migração de usuários para essas p

O DESCUIDO E A CUMPLICIDADE EM CIBERSEGURANÇA

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Mais um mega vazamento de dados teria ocorrido no Brasil segundo a PSafe, uma startup carioca vocacionada à segurança de dados. Não está esclarecido exatamente o que aconteceu, a partir de onde ou porquê. Sabe-se apenas que o vazamento foi na última terça-feira. A informação, divulgada num grande portal jornalístico brasileiro, foi meio que “secreta”. O laboratório de cibersegurança dfndr lab, da PSafe, afirma que um dos bancos de dados invadidos tem nome completo, data de nascimento e CPF de uma quantidade de pessoas superior à população brasileira. A explicação é que, entre os cadastros, estariam CPFs inativos. Por aí já dá para concluir, mesmo à distância, que se trata de um sistema de algum órgão público, possivelmente a Receita Federal. Ninguém fez essa afirmação mas, pela “cara” do banco de dados vitimado, fica difícil imaginar outra hipótese. No mesmo vazamento, outros dados apontam na mesma direção, pois se referem a cerca de 40 milhões de empresas. No caso, foram obtidos CNPJ

AGITANDO ONDAS PARA POUCOS SURFAREM

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Lembra da Internet discada? Que suplício para conseguir uma conexão no domingo à tarde! O que seria a Internet hoje se as conexões custassem tanto... a conectar. A qualidade de uma mídia qualquer é fundamental para manter o público. Revistas em papel couché, jornais impressos em cores, rádios FM. Mesmo a TV a cabo surgiu porque o público americano queria algo melhor que aquele som e aquelas imagens que chegavam pela antena, instáveis, chuviscadas, com várias interferências. A qualidade é fundamental para agradar os sentidos físicos. Décadas depois foi a estrutura da TV a cabo que virou a primeira grande via de expansão da Internet. O modem 3G, na forma de um pen drive , foi um passo adiante. A Internet chegou pelo ar, sem conexões físicas, sem fios. E com boa qualidade, através de um sinal reservado às operadoras de celular. Dentro das residências o predomínio tem sido as conexões Wireless Fidelity – popular Wi-Fi – que não tem um sinal tão robusto como o do celular, mas funciona muit