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ESTE MAR É MEU

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Se tem um lugar da indústria audiovisual que o streaming destruiu, esse lugar se chama zona de conforto. Não tem mais ninguém sossegado por trás das telas de qualquer tamanho ou natureza. Os “barriga gelada” – de tanto friozinho na barriga – correm o tempo todo, mas não sabem exatamente para onde. A cada mês, mês e pouco, acende algum alerta tipo “TV linear vai acabar”, “salas de cinema vão acabar”, já especularam até o fim dos televisores pela “praticidade” das telinhas mobile . Seja pelo streaming , ou por qualquer outra tecnologia/modelo de negócio inovador que possa surpreender o mercado, convém não descartar nenhuma das hipóteses. A questão é que esse modelo de negócio usa uma tecnologia – a banda larga – que já vem crescendo há muito tempo. Hoje a banda larga é a própria Internet, esta mesma que é o espelho de Harry Potter, onde o mundo real mira seus desejos. Portanto, um recurso consumido quase em escala alimentar. A Internet é tão popular a ponto de o acesso à rede ser consid

TEM PORQUE TEM QUE ENCONTRAR UM JEITO

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Você sabe o que eleição tem a ver com pirataria de audiovisual? Pode não ter nenhuma relação em qualquer outra parte do mundo mas, no Brasil, tem. E os motivos não são nada trágicos, mas cômicos. Tudo começou com Leonardo Euler, ex-presidente da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações. Ele decidiu iniciar uma verdadeira cruzada contra a pirataria eletrônica de obras audiovisuais. Denunciou comerciantes e promoveu a apreensão de milhões de aparelhos clandestinos. Desses que são oferecidos aos olhos de qualquer pessoa, pela Internet, anunciando em destaque a facilidade que oferecem ao crime de pirataria. “Muito bem, agora vai”, pensaram. Em pouco tempo ficou notório o efeito “enxuga gelo”. Com as leis brandas e a condescendência de autoridades, os contrabandistas apenas jogavam o prejuízo no preço do lote que compravam em seguida. Além dos gastos com bons advogados. Como destaca, em seu blog, o jornalista Orlando Barrozo, a pirataria é um crime com raízes internacionais que testam

A CRISE EXISTENCIAL DO STREAMING

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Tão jovem e já enfrentando esse tipo de dilema! O streaming , enquanto negócio, pode-se dizer que surgiu junto com a Netflix. Pouquinho mais de dez anos, um monte de recordes e marcas inimagináveis. Também por conta dos fundadores da Netflix, que foram muito além da proposta inicial. O streaming seduziu de forma arrebatadora todos os grandes players globais do entretenimento. E trouxe de vez aquelas empresas altamente capitalizadas que ensaiavam entrar no lado feliz da vida das pessoas. Nesse período tão curto cresceu a ponto de se tornar um negócio maior do que todos da sua vertical. Ultrapassou a TV a cabo, a TV aberta, o cinema, engoliu as locadoras como uma azeitona sem caroço, driblou as programadoras, distribuidoras e todos os tipos de atravessadores pelo caminho. Agora parece querer se auto afirmar (coisa de adolescente). Seria com uma denominação mais chique do que simplesmente o nome do procedimento técnico? Começaria com um protesto tipo “- Streaming é o ... é o plug in ,

A “SOCIEDADE DIGITAL” PODE NÃO SER SOLITÁRIA

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Copa do Mundo, no Brasil, é tudo de bom! Primeiro porque nunca o nosso time esteve fora de alguma Copa. E uma das consequências disso é que virou hábito a cada quatro anos e ganhou ares de celebração. Famílias, rodas de amigos, turmas de trabalho se unem para, pelo menos em uma única condição, torcerem todos pelo mesmo time. Que bom quando todos os cantos da sala são de um mesmo time! O que poderia então tornar essa sala menos aconchegante? Um estudo divulgado hoje pelo site iPNews mostra que a preferência manifestada por metade do público jovem, de até 35 anos, é assistir à Copa em dispositivos móveis. O estudo foi realizado pela Amdocs, empresa de software de origem israelense, focada em negócios e segurança digital. Foram ouvidos 600 jovens no Brasil e no México, dois países onde Copa do Mundo tem muita importância. Será que cada um prefere assistir aos jogos sozinho? Os motivos que levam essas faixas etárias a optar por não assistir aos jogos pela TV da sala não foram comentados

REVIRANDO PLATAFORMAS EM BUSCA DE NEGÓCIOS

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“Digitalização”. É como um tapinha na bunda do bebê, um embalo pra começar uma função vital que não vai parar mais. O celular começou como um aparelho analógico. Pouco anos depois de chegar ao Brasil já saíram as primeiras versões digitais. Vieram com joguinhos e mais algumas funções. Até que, mais tarde, ganhou um sistema operacional e virou parte de nossas vidas, como a roupa que vestimos. Não se sai na rua sem ele. No caso da TV o processo de digitalização também segue. Começou pelo sistema de transmissão, uma forma muito mais eficiente para levar o sinal até os televisores. Foi um salto olímpico de qualidade em todos os sentidos. Pareceu que já estava bom demais. Foi só impressão. Avançou muito mais, e pela frente tem um horizonte que a visão não alcança. Dentre os avanços vieram os sistemas operacionais em caixas ( set-top box ) que agregam muitas funcionalidades à TV em que estiverem conectados. Serviços de streaming mudaram a identidade dos televisores, que passaram a ser mais

OS OLHOS POR TRÁS DAS TELAS

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Luana é a primogênita. Tinha três aninhos de pureza, ingenuidade e uma fofura incrível. Chegara de longe para conhecer a titia, que tinha dado à luz um menino. O priminho mal abria os olhos, enquanto Luana arregalava para contemplar aquele ser diferente... até que bem parecido com gente. Ela estava com a boca aberta e às vezes olhava para os adultos ao lado, pra ter certeza de que tudo aquilo era real. Curioso observar as reações de crianças em situações novas... Rotineiramente tagarela, Luana estava muda. De repente, quebrou o silêncio: “-Quem que trouxe?” O riso imediato dos adultos a assustou. Mas logo a mãe lhe respondeu: “-Foi uma cegonha. A cegonha trouxe o bebê para a titia.” Aquilo lhe pareceu familiar. Um desenho animado que ela acompanha tem uma cegonha. “-Agora entendi”, deve ter pensado. Mais três anos se passaram, Luana já está na escola. Sabe que cegonhas não trazem crianças no bico. Ela ainda não entende exatamente como os bebês vão parar nas barrigas das mamães. Tanto f

ABRINDO ESPAÇO PARA O 5G

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E se o sinal de TV não chegar por uma torre instalada nas redondezas? Sei lá, que venha do céu, do espaço sideral, o importante é que o sinal esteja no ar. E é assim que cerca de 60 milhões de pessoas assistem à TV aberta no Brasil. São mais de 17 milhões de antenas parabólicas, praticamente metade delas, em lares de pessoas que recebem benefícios sociais do governo. A infraestrutura de distribuição do sinal, que deveria ser um investimento das emissoras de TV, às vezes muda de caminho – das torres terrestres para o satélite – e a conta para descer o sinal é rateada para cada domicílio. Os arranjos de orçamentos e tecnologias variam, mas o objetivo comum, cada vez mais, se confirma: ter audiovisual disponível durante o dia todo, todos os dias. A solução mais eficiente para essa demanda é a TV linear aberta. Um modelo de negócio versátil, que aceita adaptações, mas precisa acontecer em larga escala para se tornar sustentável. O único país do mundo onde TV linear aberta faz sucesso total