sexta-feira, 25 de agosto de 2017

GRANDE CHANCE DE GANHAR MUITO DINHEIRO


Dinheiro é apelido. Mais ou menos como salário, uma palavra que veio de uma tradição histórica. Os dois eram tipos de moedas – agora sim, um conceito central da Economia. Moeda é o que vale. Na prática, moeda é uma representação de valor que pode ser transferido de imediato. Se você vai a um restaurante com uma pepita de ouro precisa antes combinar com o gerente para depois fazer o seu pedido. Se ele aceitar, tudo bem, mas vai ter que definir antes o prato, se tem troco ou não. Porém, se você tem reais – a moeda brasileira – já tem no cardápio quanto se paga em reais por cada prato. É imediata a transferência do valor. O dono do restaurante sai dali com o valor que você pagou e põe combustível no carro e a moeda vai circulando.
Só para encerrar o começo da conversa, dinheiro foi o nome da moeda portuguesa que durou alguns séculos até ser substituída, em 1433, por outra moeda chamada real (lembra alguma coisa!?). E salário era o pagamento, feito em sal, para soldados romanos. O sal valia muito porque era a única maneira de conservar a carne, alimento muito importante na dieta humana. Essa utilidade do sal lhe valia a imediata aceitação, por isso funcionava como moeda.
Até agora só elucubração pra tentar pensar um pouco fora da caixinha. Para perceber que moedas podem ser inventadas por qualquer um. A grande dificuldade é dar segurança ao valor que ela representa e escalabilidade, ou seja, a capacidade de representar grandes valores e circular entre o maior número de pessoas e localidades. Por isso, hoje em dia, só governos nacionais conseguem manter moedas, cunhadas com sinais especiais ou impressas em papel com características difíceis de serem confundidas.
Aliás, quando se fala em segurança, o que mais lhe vem à cabeça? Se você trabalha com TI possivelmente vai lembrar de criptografia. Agora sim, chegamos ao assunto. Criptomoedas, ou moedas criptografadas, praticamente impossíveis de serem fraudadas. Todas elas descendentes da poderosa bitcoin.

COMO UM PRÊMIO DE LOTERIA

Esqueça TI, Internet, computador, tecnologia. O assunto é investimento e se você quiser entender disso vai precisar de uma corretora de valores. Qualquer conhecimento em informática não vai lhe valer absolutamente nada. Do mesmo jeito que não precisa entender nada sobre gráfica para fazer fortuna com dólares, que são impressos em gráfica.
Este blog já publicou artigo sobre bitcoins, comentou a valorização dele e o iminente salto no mercado, atraindo o interesse por ele e por outras criptomoedas, criadas com algoritmos semelhantes. Demorou pouco para acontecer. Pode-se dizer que é o investimento do momento e que muitas pessoas já fizeram muito dinheiro com essas moedas digitais.
Muito dinheiro é apelido! Foram verdadeiras fortunas. Quer um exemplo? O que você acha de um investimento que valorize 15.000% em um ano. Sim, que aumente em 150 vezes o valor que você investiu. Pois uma criptomoeda valorizou 15.000%... em um único dia!
Segundo relatório publicado pela Empiricus Research, só no último dia 23 de maio mais de vinte tipos de criptomoedas diferentes valorizaram mais do que o dobro. Uma delas, a AllSafe, cresceu 15.808%. Isso significa que o sujeito que comprou R$ 10.000,00 em AllSafe no último dia 23 de maio, no dia 24 de maio de 2017 tinha em conta o equivalente a R$ 1.580.800,00. É isso, mais de um milhão e meio.
Ora, é um caso isolado. Mas, segundo o mesmo relatório, no dia seguinte outras criptomoedas tiveram grande valorização. Dobrar é pouco, vamos ver só as que pelo menos triplicaram o valor investido. DevCoin valorizou 248,9%; NewYorkCoin, 256,1%; Solaris, 317,6%; DimeCoin 441,4% (multiplicou por 4,4); GayCoin, 720,6% (mais de 7 vezes) e SwapToken, 2.413,3% (mais de 24 vezes).
Você prestou bem atenção?? Esses rendimentos não aconteceram em um ano, mas em um único dia. Ninguém imagina que isso vá continuar acontecendo todos os dias. Mas se essas taxas se repetirem ao longo de um ano, já estaria entre as melhores aplicações do mercado.
E a boa notícia é que as criptomoedas vão continuar a valorizar em taxas elevadas pelo menos por mais um mês. Você tem no mínimo 30 dias para procurar informações em corretoras – talvez até no seu banco – para investir pouco e ganhar muito.

UM CASO SEM PRECEDENTES

“-Ah, isso aí vai dar na mesma coisa que...” Dessa vez não. Não vai dar pra repetir o bordão de sempre. Porque não se tem notícia de nada semelhante que já tenha acontecido. Exatamente pelo fato de as criptomoedas agregarem uma característica que nunca outro tipo de moeda jamais teve. Ela é absolutamente independente de qualquer organização, governo ou estado.
Se hoje o dólar, tradicional “porto seguro” para escapar de turbulências na Economia, está sob influência de um presidente que é chamado de “fanfarrão” pelo maior jornal americano, as criptomoedas não seguem regras de nenhum governo. Só do mercado. O que os governos podem fazer, mesmo a contra gosto, no momento só pode ajudar esse tipo de investimento. Por exemplo, no Japão, os bitcoins já são aceitos como moedas de circulação interna. E agora, os Estados Unidos podem dar o maior impulso para essas aplicações.
A Gemini, uma empresa de investimentos americana, que já chegou a ter 1% dos bitcoins em circulação no mundo, assinou acordo para fornecer informações de cotação e volume de negócios com moedas digitais. O acordo é com a Bolsa de Chicago, a maior bolsa de commodities e derivativos do mundo. Isso aumenta muito a credibilidade e a aceitação dessas moedas.
Além disso, de posse dessas informações, a Bolsa de Chicago pode até criar uma clearing, uma espécie de caixa de compensação para contratos futuros, só em criptomoedas. Se isso acontecer, o céu é o limite. Nesse caso, vai depender, pelo menos indiretamente, também do governo americano. A perspectiva é de que isso aconteça ainda este ano.
Muito bem, se já não sabia, você acaba de saber que o mercado financeiro está passando por um momento único e que muita gente pode ganhar muito dinheiro com isso. E você tem boas chances de ser uma dessas pessoas. Porém, o que você precisa saber é que todo tipo de investimento envolve risco. Ninguém tem controle sobre a Economia e uma coisa tão inédita quanto as criptomoedas não está dentro de qualquer padrão. A primeira delas, o bitcoin, tem sete anos e já provou que é segura. Nas próximas semanas deve ter uma solução mais efetiva para escalabilidade em nível global.
Ao longo dessa curta história o bitcoin multiplicou seu valor em 560 vezes. Tudo indica que vai continuar se valorizando, mas é impossível que seja no mesmo ritmo. O importante é que, nesse tempo, o conceito de criptomoedas se consolidou o suficiente para surgirem novas aplicações desse tipo, com perspectivas de altíssima valorização em curto espaço de tempo. Isso significa que, investindo pouco, pode-se ganhar muito. Agir como um jogador compulsivo, que põe tudo que tem num cassino, nunca vai ser um caminho sensato. Não é o caso de lhe desejar boa sorte, porque a oportunidade já está aí. O que precisa é muita informação e prudência para investir bem.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

SET EXPO 2017 ACELERA A TECNOLOGIA NACIONAL


Entre as coisas que brasileiro faz com muita seriedade está a televisão. Com todas as tipicidades aparentemente incompatíveis – como a descontração, a alegria – mas com inquestionável seriedade. É o mundo que reconhece e atesta essa nossa excelência, cada vez menos ilhada. Mais ainda nessas primeiras décadas do século. O espraiamento da tecnologia digital para praticamente todos os setores industriais encontrou, aqui no Brasil, uma base de sustentação fundamental na Engenharia de Televisão.
A SET EXPO, a cada edição, apresenta um fiel recorte dessa realidade. O nível de nacionalização das diversas soluções tecnológicas globais, as contribuições originais da nossa tecnologia, a qualidade dos serviços agregados, tudo aponta para um protagonismo da Engenharia de Televisão brasileira na marcha tecnológica desses tempos. A telefonia móvel, por exemplo, cresceu muito no Brasil em função da infraestrutura nativa da televisão. Uma rede de proporções continentais projetada por uma Engenharia de alto nível, que só foi possível sustentar graças a um modelo de negócio muito brasileiro. É, uma das melhores televisões do mundo é gratuita, aberta. Conquistou um lugar entre os costumes mais populares e isso motivou o mercado empresarial a sustentar esse viés da cultura.
Nesta penúltima semana de agosto a SET EXPO e o Congresso de Tecnologia terão como especial atrativo o “pacote completo” da transição digital. O switch off já é um sucesso inconteste, uma empreitada bem sucedida em grandes regiões metropolitanas. E os detalhes desse engenhoso “pacote” estarão distribuídos pelos estandes, serão discutidos entre profissionais, apresentados em palestras e incorporados a novos usos, além da TV.
A SET EXPO é um espaço onde o tempo não passa simplesmente. Ele assimila transformações e projeta novas pautas, que efetivamente se cumprem e desenham a paisagem do futuro próximo. As expectativas de edições anteriores reaparecem porém, concretizadas em soluções disponíveis para o mercado.

A HORA É ESTA

A EiTV é uma empresa que assume papéis desafiadores nessa escalada em direção ao futuro da tecnologia nacional. Isso significa prover soluções locais também para desafios globais. No ano passado, durante a Rio 2016, a EiTV forneceu uma tecnologia exclusiva desenvolvida para compartilhamento de arquivos audiovisuais em tempo real. Hoje ela é a base do EiTV CATV, um sistema que vai representar uma grande redução de custos para hotéis, centros de lazer, hospitais e outros locais com muitos aparelhos de TV de livre sintonia. Por exemplo, num hotel com 100 apartamentos, em cada um deles os clientes podem escolher qualquer emissora a qualquer hora. Com a grande diferença de que não vai precisar de um set-top box para cada televisor. A seleção dos canais pode ser feita pelo controle remoto da TV. O sistema é interligado pelo mesmo cabeamento RF que já é utilizado, o que facilita em muito a migração dos novos clientes.
Por outro lado, no panorama broadcast muita coisa está acontecendo pelo Brasil. Quer dizer que na maior parte do Continente Sul Americano, na África e em outras regiões do planeta que adotam o sistema ISDB-T deve acontecer o mesmo em breve. A digitalização do sinal de TV hoje está toda concentrada em um único equipamento que só precisa ser conectado a uma saída SDI do controle mestre. Com o EiTV Dual Chanell Encoder é possível realizar todas as tarefas que antes exigiam dois ou três equipamentos diferentes. Ele gera os sinais Full HD e 1-Seg com EPG, Closed Caption e toda a sinalização de tabelas de SI. Geradoras e retransmissoras, no Brasil e no Exterior, já adotam o sistema com muito sucesso.
A linha EiTV Inspector controla de ponta a ponta a qualidade do sinal. O equipamento para emissoras analisa todos os parâmetros do sinal, tabelas e outras funções do sistema, do jeito que são colocados no ar. E ainda grava toda a programação digital para o arquivo exigido por lei, por um período de até 3 meses. Do outro lado o Inspector Box pode ser levado até qualquer ponto da área de cobertura para analisar a qualidade do sinal. Ele indica eventuais imperfeições e a natureza do erro, facilitando ações de assistência técnica e de qualidade de cobertura.
Já a transição do sinal digital para o analógico, durante todo o período de adaptação, pode ser gerenciada por um único equipamento, pequeno, nas dimensões de um aparelho de uso pessoal. É o EiTV CC Box que, a partir de um único sinal digital, coloca no ar o simulcast, a geração paralela do analógico e do digital. Pode ser programado ainda para inserir os avisos da data do desligamento definitivo do sistema analógico, seguindo um calendário automático para aumento progressivo das inserções.

A NUVEM E TODAS AS CEGONHAS

A tecnologia Cloud é o grande horizonte a partir do qual muitas inovações estão sendo construídas e outras tantas novidades vão nascer. Os arquivos eletrônicos remotos dão materialidade ao sonho da “aldeia global”, disponibilizando a qualquer tempo e em qualquer lugar, com máxima segurança, as informações digitais que você tenha armazenado.
A EiTV CLOUD é uma plataforma para armazenamento e distribuição específica de conteúdos audiovisuais. Ela gerencia o tráfego desses arquivos segundo os parâmetros determinados e os disponibiliza para consumo a partir dos aplicativos EiTV Play. Permite a interação a partir dos arquivos compartilhados e assim pode atender a uma infinidade de usos pessoais e empresariais. Com a vantagem de que o custo pode ser escalável, segundo a disponibilidade para investir.
Através do sistema um arquivo de vídeo pode ser enviado para rodar em qualquer monitor disponível, de um celular a uma TV conectada. Outro vídeo pode ser disponibilizado apenas para membros de um determinado grupo, ou ainda para qualquer interessado que decida pagar por ele. Se precisar fazer uma avaliação de aproveitamento o usuário vai poder interagir livremente, tudo documentado em relatórios que podem incluir detalhes de cada acesso.
A tecnologia Cloud é a principal responsável pela expansão do uso de vídeo, como se pode confirmar num evento como a SET EXPO. Aplicações da saúde à engenharia, do entretenimento à educação, crescem em quantidade e em sofisticação. E esse ritmo tende a crescer com o IoT, a “Internet das Coisas”, cujos passos já avançam sobre o mercado.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O VÍDEO VAI DOMINAR O FACEBOOK


Depois que o mailing do planeta caiu nas mãos de um único cidadão, parece que o contemplado se sentiu obrigado a fazer mais dinheiro ainda com isso. A nova fórmula que Mark Zuckerberg acaba de anunciar para ficar mais rico está entre as aceitas como sendo de potencial sucesso. Em um mundo com tanta inovação, “previsão” está virando pretensão. É melhor ser mais comedido.
Facebook Watch é uma aba que já está no perfil de americanos conectados à maior rede social do mundo. Ao clicar, abre-se uma grade de programas em vídeo. Em fase de testes, a nova plataforma só está disponível para um pequeno grupo de usuários. Tem um jeitão YouTube e, nesse rumo, está convidando criadores de conteúdo a ocuparem o espaço. Veículos de mídia também são bem-vindos.
O mais interessante é que o Facebook Watch traz uma novidade que só uma rede social pode oferecer. A grade de vídeo é formada pelo conteúdo que está fazendo mais sucesso entre os seguidores e as comunidades do usuário. Isso é apurado pelas curtidas, compartilhamentos e outras reações.
Essa característica da nova plataforma de vídeo atende uma necessidade crescente na história da Internet. Pois é uma forma de oferecer alguma indexação do conteúdo. A quantidade de vídeos disponíveis no YouTube, por exemplo, é gigantesca. E só tende a crescer, uma vez que está atrelada a um sistema de potencial remuneração, por conta do interesse que o vídeo despertar no público. Fora isso, a necessidade do ser humano exercer seu direito fundamental de expressão, é a mais recente tradução para aquilo que nossos avós chamavam de imensa vontade de aparecer. Hoje, com o uso crescente das plataformas de vídeo, se nota a infinidade de pessoas que foram reprimidas nesse desejo. No passado, para aparecer, tinha que disputar pessoalmente os holofotes da turma. Agora, basta falar ao seu companheiro mais íntimo – o celular – e postar numa plataforma.

ATÉ ONDE PODE IR?

A nova plataforma de vídeo deve motivar mais ainda as pessoas a postarem conteúdos audiovisuais. Porque estarão vendo coisas produzidas entre os seus conhecidos. O que valer a pena tende a conseguir, por compartilhamento, mais visibilidade, além das fronteiras dos círculos mais próximos.
Mas, por enquanto, esse não parece ser o conteúdo preferencial nos planos de Zuckerberg. Entre os primeiros canais do Facebook Watch está o Kitchen Little, mais conhecido do grande público como Testemade e a Liga de Baseball Americana. As ferramentas tecnológicas que já foram anunciadas indicam que os planos são bem mais ambiciosos. O Watch em breve vai estar nos dispositivos móveis, nos PCs e deve ganhar também um aplicativo para TV. Estaria aberta a possibilidade para a nova plataforma não ser apenas um novo YouTube, mas também um OTT, tipo Netflix.
Nos próximos meses o mercado deve especular bastante sobre a nova plataforma de vídeo da Internet. Afinal, se a Internet é um mundo cibernético, o Facebook é mais do que um continente virtual. Quase um terço da população da Terra é de usuários da rede social. Lugar para se dizer o que pensa, quais são seus valores, crenças, preferências, hábitos, círculo social, a alma e a palma. Tudo isso sob os “olhos e ouvidos” de robôs cada vez mais curiosos. O potencial comercial de uma plataforma dessas é imensurável e vai desafiar a criatividade empresarial a utiliza-la da forma mais rentável.
Porém, o que parece uma grande novidade para o público em geral, já devia fazer parte das expectativas dos concorrentes. Primeiro porque o vídeo está se tornando a linguagem da Internet. Todo conteúdo em vídeo ganha prioridade na luta pelo tão desejado click. E também porque Zuckerberg deve procurar novidades todos os dias, uma vez que ninguém sabe até onde vai a febre das redes sociais. Esse ritmo de inovações que o mundo está conhecendo mostra que o ciclo de vida de qualquer ideia passa a ser cada vez mais curto.

DA VITRINE AO “TEST DRIVE”

“-Quem tem um lápis ou uma caneta para me emprestar?” Faça essa pergunta em qualquer círculo e vai confirmar: é mais fácil uma pessoa qualquer estar com um celular do que com uma caneta. E celulares, cada vez mais, têm câmeras. Eis uma boa razão para fazer o vídeo a linguagem da Internet. Por enquanto a velocidade de conexão dificulta um pouco. Mas o avanço das tecnologias no setor vai disponibilizar bandas mais largas e compressão mais eficiente de conteúdos.
Isso está levando grandes segmentos de criação em vídeo a buscar espaços de publicação onde possam ter mais controle. Enquanto pequenas emissoras de TV anunciam seus canais no YouTube, as grandes redes, como Globo ou SBT, têm seus próprios aplicativos. Aos poucos, os palestrantes mais procurados no YouTube tendem a tomar o mesmo rumo. O custo desse tipo de tecnologia é muito acessível. Empresas com experiência em Internet e um bom conceito no mercado já disponibilizam sistemas com custo escalável. Os sistemas mais avançados permitem ao interessado adquirir o aplicativo, personalizar e contratar um espaço mínimo na nuvem para armazenar seu conteúdo audiovisual. Na medida em que aumenta a necessidade, contrata-se mais recursos na nuvem. Da mesma forma que, havendo uma eventual redução da demanda, pode-se retornar a espaços menores.
É o caso da plataforma EiTV CLOUD. As possibilidades de gerenciamento do conteúdo são muitas. Quem acessou, a que horas, se compartilhou com alguém, se gostou do conteúdo. Pode ainda abrir espaço para interagir com o seu público alvo e também permite monetizar o conteúdo. Não há limite visível para a aplicação dessa tecnologia. Treinamentos, vendas, motivação de equipes, ensino a distância, transmissão de eventos, cultos ao vivo em igrejas, uma solução que pode ser ajustada a cada tipo de necessidade.
Esses conteúdos mais qualificados devem estar entre os mais cobiçados pelas grandes plataformas, como YouTube e, em breve, o Facebook Watch. Só que nesse caso a tônica é a complementação e não a concorrência. Vai ser nessas grandes plataformas onde novos clientes e potenciais stakeholders podem ter um primeiro contato com um conteúdo novo. Mas vai ser pelo aplicativo próprio do autor/empresa que vai ser feita a aproximação.
Essa deve ser uma das razões para o surgimento de grandes plataformas. O conteúdo em vídeo tende a crescer geometricamente e sempre vai contar com essas plataformas como vitrines. A “imensa vontade de aparecer” se resolve por ali. Mas a imensa necessidade de convencer é missão para uma ferramenta exclusiva. Os aplicativos personalizados são a maneira mais eficiente de se oferecer a cada público específico novas marcas, produtos e serviços.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

UMA IDEIA FIXA E MUITAS CÂMERAS EM MÃOS



Aquela que promete ser a mais longa “novela” da televisão brasileira começa a render boas discussões. Um primeiro acordo foi fechado pela Simba Content – que representa SBT, Rede TV! e Record TV. A outra parte na negociação é a operadora Vivo TV de canais por assinatura.
O tom da conversa começa a ficar mais amigável, mas ainda não perdeu as características de briga. Se não é briga, por que as partes divulgaram a realização de um “acordo” ao invés de um contrato? Empresas não são constituídas para gerar litígios e sim para oferecerem produtos que vão ser contratados pelo mercado. Mais ainda no caso em questão, que envolve dois segmentos complementares de um mesmo mercado.
A culpa pode ser de algum vício de regulamentação, como acontece com tudo que tem muitas regras “oficiais”. No Brasil emissoras de TV e operadoras de serviço por assinatura são tradicionais desafetas, porque sempre conviveram de maneira forçada. A Anatel, que é a agência reguladora do setor, adotou o modelo must carry, segundo o qual as operadoras não podem escolher entre uma ou outra emissora aberta. Ou exibem todas ou não exibem nenhuma. Como a TV Globo reina absoluta na audiência, nenhuma operadora pensa em ficar sem o “plim plim”. Automaticamente, todas as outras passam a ter lugar na programação. Com a chegada do sinal digital mudou tudo. Quando o sinal analógico é desligado numa região, passa a vigorar o novo regulamento, que elimina a obrigatoriedade.
No final do ano passado a Simba foi formada com o objetivo anunciado de dar mais força às três emissoras para negociar com as operadoras. O preço “de tabela” seria de R$ 15,00 por assinante que recebesse as programações delas. No dia 29 de março, quando o sinal analógico saiu do ar na Grande São Paulo, a Simba decidiu tirar os canais que representa do line up das operadoras, que não aceitavam pagar o valor proposto. Começou “enfiando o pé na jaca”, seguindo estratégia do executivo contratado para negociar. Não era de se esperar que viessem afagos do outro lado.

UM CONFRONTO INÉDITO

É comum ver no octógono, ao final do confronto, os dois lutadores comemorando a vitória antes do anúncio oficial. Uma maneira de pressionar os jurados ou até mesmo de dar alguma satisfação à torcida. O acordo entre a Simba Content e a Vivo TV foi divulgado assim, como uma vitória. Com certeza, uma derrota não aconteceu. Mas a tal vitória também não se evidencia, pelo menos por enquanto. O valor firmado para exibição das programações das três emissoras não foi divulgado oficialmente, mas comenta-se que ficou na casa dos centavos por assinante. Já é alguma coisa, se olhar do ponto de vista de quem não recebia nada. No entanto, do ponto de vista de quem queria receber R$ 15,00, é quase nada. Mas ninguém sabe ao certo, oficial apenas é que a Vivo TV paga um valor por assinante que é “uma vitória” para as emissoras Simba.
Até os direitos do consumidor foram evocados para pressionar as operadoras. O Inadec, ligado ao Deputado Celso Russomano, queria que os assinantes fossem ressarcidos, por terem ficado sem as emissoras Simba. Porém, no mesmo dia do acordo com a Vivo TV, a Anatel negou provimento à demanda.
O bom senso indica que tudo está aberto nessa disputa. Trata-se de uma situação inédita, envolvendo grandes empresas, num momento de muitas mudanças tecnológicas que alteram hábitos do público. Não há precedentes para direcionarem as apostas. O fechamento de um primeiro acordo foi apenas o lance da vez para o jogo continuar. A unidade foi rompida em um dos lados. É de se supor que a Simba vai observar o comportamento da audiência, que poderá dar preferência a uma operadora que tem as três emissoras no line up. As operadoras também devem estar atentas ao comportamento do mercado.
Deve ser nesse ambiente de expectativas que a Simba vai iniciar seus investimentos em novos conteúdos. Aliás, um compromisso assumido pela empresa para fugir da acusação de cartel. Isso deve agregar valor para os contratantes e tornar a grade mais atraente para a audiência. Até novos canais podem ser criados pela Simba, gerando mais alternativas para segmentos específicos de público. Por isso esse movimento do mercado tem tudo para ser saudável para o consumidor. E, se evoluir adequadamente, vai indicar maior maturidade das empresas do setor.

POR UM ENREDO DIFERENTE

O otimismo em relação a esse episódio tem bases, mas também é recomendável. O momento da vida nacional busca esperanças. Práticas antigas atingiram seus limites e agora é necessário que alternativas mais realistas encontrem lugar por aqui. Por exemplo, aquela prática de lucrar com demandas jurídicas precisa deixar de fazer parte do mundo dos negócios. São necessários investimentos em produção, em qualidade e não na busca de brechas da lei para tirar uma bolada.
A Simba é uma joint venture de três empresas de um segmento onde o Brasil construiu um conceito internacional. O audiovisual é uma das indústrias mais rentáveis do mundo e depende muito da criatividade, uma qualidade inegável no cenário verde amarelo. A união dessas três emissoras – geradoras de conteúdo – pode ser a oportunidade para novos negócios, novos empregos de qualidade e maior projeção do produto nacional. Tudo vai depender da capacidade de gestão e de empreendimento por parte da direção de cada uma das emissoras.
Histórias semelhantes nesses trópicos tiveram desfechos desfavoráveis por conta de alguns poucos equívocos. Um deles é a resistência em pôr a mão no bolso, típica daquele perfil de empresário que espera receber tudo do governo, por meio de subsídios, leis de proteção ou incentivo. Nesse caso a ajuda governamental está fora de questão. A torcida é para que os empresários decidam por investimentos e busquem os recursos dentro de suas empresas.
Outra tradicional dificuldade aqui na terra do samba é manter um bom diálogo além da mesa do bar. É importante que as empresas entendam que já percorreram um longo percurso até a constituição da Simba e, em nome de todo esse esforço, mantenham firme o compromisso de parceria. A preocupação maior tem que ser com o sucesso da Simba e não com quanto está ganhando este ou aquele sócio.
Por fim, é indispensável ter toda atenção no front tecnológico. A TV aberta está se tornando um negócio novo, apesar de toda a tradição. Muitas possibilidades tecnológicas ainda não foram exploradas e outras tantas devem aparecer do dia para a noite. São esses alguns dos personagens e ambientes que podem tornar essa “novela” um grande sucesso e dar a ela um glorioso final feliz.