Postagens

O GUARDA CHUVAS E AS TEMPESTADES RECENTES

Imagem
Segurança é uma palavra forte. Quando se ouve ou lê essa palavra é hora de pensar melhor. Ninguém inventa eufemismos de segurança para pegar mais leve. A palavra tem o efeito preciso de fazer pensar, antes de, eventualmente, fazer correr.  Ela tem sido estrategicamente usada para tratar de suficiência, o que envolve necessariamente uma certa dose de eficiência. Por exemplo, a segurança alimentar aponta para o nível suficiente de alimentos para uma população. E a qualidade média desses alimentos deve garantir que, daquela provisão, seja possível obter comida para aquela comunidade continuar vivendo. O mesmo para segurança energética, segurança fiscal, segurança jurídica e tantas outras. Nos últimos anos a segurança que se impôs foi a econômica. Aquela suficiência tão setorizada, pareceu dar um pulo para um quesito bem mais genérico. Segurança econômica é o retorno que a Samsung espera de investimentos anunciados nesta semana. Até o ano de 2026 serão US$ 356 bilhões destinados para “tecn

TV, ESSA ESTRANHA EM NOSSAS CASAS

Imagem
  Imagens em movimento foram exibidas publicamente pela primeira vez em 1895, em Paris. Passou para a história como a primeira exibição de cinema e foi realizada pelos irmãos Auguste e Louis Lumière. Na verdade, o que nascia ali era a tecnologia que mais tarde deu origem ao cinema. Os 20 minutos da sessão mostravam apenas operários saindo de uma fábrica e um trem chegando a uma estação. Está mais para reality show . Decerto, os irmãos ainda não sabiam o que fazer com aquilo. Assim como a música encontrou a letra, algum dia as câmeras encontraram a dramaturgia. Essa composição foi se sofisticando até chegar ao audiovisual, um sucesso que conseguiu uma máquina só pra ele. Em 1936 surgiu a televisão, para o televisor, com a programação da BBC de Londres. Décadas mais tarde o vídeo tape popularizou mais ainda o audiovisual, sempre assimilando novas tecnologias. Hoje o nome comercial disso tudo é vídeo. No formato digital ganhou o melhor padrão de qualidade de todos os detalhes e, mesmo as

VINTAGE

Imagem
O que pode ser considerado, na tecnologia da informação, algo antigo, que desperte algum saudosismo? Que simbolize uma era que já se foi? Em 2017 tentaram criar esse clima em torno do celular Nokia 3310, conhecido como “o indestrutível”. Fizeram um relançamento do modelo, originalmente apresentado ao mercado no ano 2.000. Vez por outra insistem com outros antigos gadgets buscando o mesmo clima retrô. Falar em “era” da informática parece impróprio pois, numa visão história, ela estaria apenas começando. Mas nesta semana o “fim de uma era” foi anunciado pelos principais veículos de imprensa, com o encerramento da fabricação do iPod, o contra intuitivo tocador de músicas da Apple. Ninguém esperava que um device com um propósito tão diferente surgisse. Agora, depois de centenas de milhões de aparelhos vendidos ao longo de 20 anos, a empresa vai manter a venda apenas das unidades em estoque, até que acabe. Vinte anos é muito pouco tempo para se falar em “era”. No entanto, o codinome da et

DESAFIOS QUE CHEGAM COM AS FACILIDADES

Imagem
A produção audiovisual, depois de digitalizada, ficou mais barata, mais simples, melhor em qualidade de som e imagem, com entrega mais segura. Enquanto isso a Internet se firmou como a “pan mídia” onipresente, cirurgicamente direcionada a cada público, por preços mais baixos. Pronto! Resolvida a questão da publicidade comercial e institucional. Só que não. Por mais que a tecnologia simplifique tarefas, alguém vai inventar novas formas de usar aquilo para desafios bem além. O automóvel – ou, o transporte individual autônomo – reduziu muito as distâncias. Foi aprimorando, aprimorando e hoje começa a voar. Para quem gosta de observar esses ciclos tecnológicos, que avançam em espirais ascendentes, tem um começando agora. E deve mudar muita coisa nesse nosso cotidiano (se continuar crescendo, é claro). O eixo propulsor desse ciclo é a TV por assinatura. Voltando na historinha do audiovisual digital, muito melhor, muito mais barato... dá pra imaginar quanta gente inteligente ficou batendo pa

NAS TRILHAS DA INOVAÇÃO NA TV

Imagem
Quem esteve em uma redação de TV no início dos anos 1980 viu muitas máquinas de escrever. Tinha também telefones, telex, alguns VTs U-Matic, monitores e um dicionário num armário, onde ficavam as canetas e blocos de notas para repórteres. Não existia VHS, nem fax, nem Internet. Hoje tudo isso está no microcomputador de cada mesa, de cada editor, produtor. E muito mais. A NABSHOW -2022 promovida pela associação dos radiodifusores americanos ( National Association of Broadcasters) , que voltou neste ano às edições presenciais, refletiu esse percurso histórico. Maior exposição e congresso técnico do setor de mídia e entretenimento, desta vez a NABSHOW montou um campus no espaço do evento no Las Vegas Convention Center . Mais de 900 expositores foram distribuídos pelas três trilhas do precioso “conteúdo”: criação, conexão e capitalização. Essa é a configuração para a qual convergiram as tecnologias do setor. Quem acompanha o evento há muito tempo percebeu que a tendência agora é retornar

A LUTA PARA MANTER A MAJESTADE

Imagem
Essa história dificilmente o cinema vai contar. É que a empresa em foco não é bem vista pelos grandes estúdios de Hollywood. A chance é, em algum dia, virar uma série de sucesso. O que Netflix construiu em menos de 12 anos é o que se pode chamar de “coisa de cinema”. Principalmente se for levado em conta que, além dela própria, a empresa trouxe ao mercado um novo modelo de negócio, que pôs em plena transformação todo o business entretenimento. É bom que se diga, a indústria armamentista, a farmacêutica e o entretenimento são as atividades econômicas que se revezam no primeiro lugar em movimentação de dinheiro no mundo. Em princípio, a Netflix poderia ter sido inventada por qualquer um. A oferta de filmes por streaming acontecia como pirataria. Quem ganhava dinheiro assim, não teve discernimento suficiente para perceber o potencial do negócio, se legalizado. Por receio de serem vistos como “otários pagadores de direitos autorais”, deixaram de figurar nas páginas da Forbes. Em compensa

A NOVA BOLA DE OURO QUE PODE ENTRAR EM JOGO

Imagem
Uma linda jogada! Mas se não sair o gol, de pouco terá valido. O streaming anunciado pela FIFA está exatamente nessa expectativa, entre a grande jogada e o arremate final. Tudo o que não se quer ouvir nesse momento é aquele UUUUUUuuuuuhhhhh... que balança o concreto das arquibancadas, quando a rede não balança. O FIFA Plus começa como uma plataforma de gratuita. Mas é de se supor que, em breve, alguém vai ter a ideia de passar a cobrar. Neste momento a proposta está como o carnaval que vai acontecer na semana que vem. A sensação pelo que está por vir é boa. Mesmo assim tem algo estranho no ar, alguma coisa está fora da ordem. Quem gosta, está torcendo pra dar certo, mas só vai saber depois que acontecer. O streaming é um procedimento técnico antigo. Mas o modelo de negócio que leva esse nome está marcando a história da Internet tanto quanto o surgimento das redes sociais. Seduziu toda a indústria do entretenimento e as maiores corporações do mundo. Acontece que o FIFA+ não se encaixa