sexta-feira, 28 de abril de 2017

NÃO EXPLODIU, SIMPLESMENTE APAGOU


Quase um mês! Sentado no sofá sem fazer nada esse tempo seria uma “infinitude”. Isso quer dizer que o desligamento definitivo do sinal analógico de TV na Grande São Paulo foi um sucesso. Caso contrário o celular – que nesses tempos já divide com a TV as atenções do sofá – já estaria gritando via WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter e outras salas de estar virtuais.
Foi uma operação complexa. Mas muito bem planejada pela TV aberta, confirmando ser este o único segmento no Brasil com competência para operar um serviço de atendimento em massa com tecnologia de ponta.
Assim se encerra um suspense de cerca de 5 anos sobre o desligamento do sinal analógico. Houve muito mi mi mi, um certo “terrorismo” em torno do que seria o day after switch off, pra ficar mais parecido com um título do cinema de catástrofe. Mas agora, depois da troca de sinal no maior conglomerado urbano da América Latina, tudo que vem pela frente nesta área tende a ser muito mais simples.
Até setembro a TV analógica deve desaparecer em todo o Estado de São Paulo, além de algumas outras praças do país. Devemos entrar em 2018 com cerca de metade da população brasileira conectada na nova tecnologia. Lembrando que a tal metade da população está concentrada em uma área muito menor do que a metade do território nacional. Estamos caminhando para um belo final feliz.
No entanto, se você gosta de intrigas e emoções, saiba que o switch off não vai ser um completo tédio. O barulho esperado para o dia do desligamento só começou, bem tímido, mas promete causar algum estremecimento em breve.

A SIMBA E A CAÇA AOS ASSINANTES

Onda nova, lei nova. Nas áreas de transmissão digital do sinal aberto de TV a regulamentação é outra. Por exemplo, admite-se que as emissoras cobrem pelo sinal que as operadoras de TV por assinatura repetem para seus clientes. Foi nessa brecha que nasceu a Simba Content, uma empresa que representa SBT, Record e RedeTV!. Os planos apontam para produções conjuntas, venda de conteúdo e outros novos negócios para essas três redes. Mas a função originalmente planejada para a Simba foi a negociação unificada dos sinais com as operadoras.
A Simba entrou de sola. Tirou o sinal das redes das operadoras e carimbou em R$ 15,00 por assinante o preço para liberar o acesso. Do outro lado pagaram, mas não pelos sinais das redes, e sim pra ver se era apenas um blefe. Ficou cada qual em seu lado, solitário, esperando alguma coisa acontecer na outra ponta.
Quase um mês, também. Claro TV e Oi estão negociando. Porém, segundo uma publicação especializada, a NET, maior operadora do Brasil, não aceita onerar clientes no atual momento da economia nacional. A Sky, segunda maior, está fazendo de conta que não aconteceu nada, nem entrou na conversa.
Não se sabe se é fato ou boato mas a perspectiva de valor também seria bem aquém das expectativas das redes. Quando os indicadores econômicos melhorarem, o repasse aos assinantes estaria em torno de R$1,00 para o SBT, outro R$ 1,00 para Record e R$ 0,30 para a RedeTV!. A ser verdade, a reação da NET aponta no sentido de dividir o bloco, o que seria o fim da Simba.
Durante esse mês de embate as emissoras viram a pressão crescer contra elas. A mesma publicação especializada afirma que a Record, que tem 39% da sua audiência classes A e B via operadoras, perdeu força no mercado publicitário.
Quanto às 3 redes como um todo não houve protesto de assinantes pela saída do line up, sequer reclamações congestionando o Procon. Dependendo do horário a perda de audiência chegaria a 35%, que só assistiam pelo sinal pago. Do lado das operadoras, o Kantar Ibope apontam um crescimento de 14% no período (número aparentemente exagerado!).
Pela lógica, se a Simba começou radicalizando, ela deveria ter uma noção do que poderia vir do outro lado. Se ceder agora corre o risco (teórico) de ter de pagar para voltar às operadoras.

O BRASIL QUE NÃO CONHECEMOS

Na TV aberta o trabalho de desligamento do sinal analógico prossegue. E não tem data para acabar.
No Brasil “incluído” um calendário prevê que o switch off continue acontecendo por etapas até 2023. Mas nos rincões mais distantes, onde qualquer sinal de TV ainda é uma novidade, o desligamento é tido e havido como inviável. São emissoras que não têm faturamento para trocar todos os equipamentos de uma vez, repetidoras instaladas em áreas isoladas, quase hostis. Esses locais só devem receber o sinal digital quando a manutenção restauradora não encontrar mais peças no mercado. Até lá, pelo volume de vendas já deve ter baixado muito os custos da tecnologia digital e os receptores terão sido substituídos pelo movimento natural do mercado.
Como nessas regiões o tráfego de sinais pelo espectro é muito baixo, as operadoras de telefonia móvel não precisam das faixas de frequência da televisão. Então fica assim, todos estão de acordo. É, tem o povão que não vai receber as muitas vantagens do sinal digital. Mas esse tipo de mudança é muito mais complicado, coisa da História do Brasil.
Aqui entre os incluídos, barbas de molho apenas para o tráfego do sinal 4G que vai ocupar a faixa de freqüência do antigo sinal analógico de TV. Ele vai estar próximo da frequência da TV digital e isso representa um risco de interferência. Mas, se for bem feito, não vai incomodar ninguém.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

UM DIVÃ NO CENTRO DA NAB SHOW 2017


Já se falou nesta página sobre certa “crise de identidade” observada nas últimas edições da NAB Show, a maior feira de tecnologia de televisão do mundo, que acontece anualmente em Las Vegas. Neste ano o evento se coloca no centro de um novo “fenômeno cultural” que os organizadores definem como M.E.T – Media, Entertainment and Technology.
Quando a conversa começa assim, tratando de mudanças do comportamento, da maneira como vivemos, trabalhamos e nos divertimos, aquele ambiente de divã toma conta. Vai rolar um ciclo de palestras que é uma autêntica DR (discussão de relação) entre diferentes tecnologias.
Que bom! Já era tempo, uma vez que tudo isso surge para servir a sociedade e as pessoas. Pode parecer estranho, mas é num evento desses onde o ser humano precisa ser lembrado. As inovações chegam e a gente se sente na obrigação de saber usa-las, interagir por meio delas sem pagar um mico no nosso grupo social. Então esquecemos que elas vieram para nos servir, e não o contrário.
Nas primeiras edições da NAB só existia uma tela autônoma (que gera suas próprias imagens). Era a TV. O radio era uma mídia muito poderosa. Agora tem telas nos smartphones, no notebook, no videogame e também no elevador do prédio da sua empresa, no caixa do supermercado, na padaria, no táxi. Todas têm uma mesma estrutura tecnológica e falam apenas linguagens binárias, os bits. Tratar apenas de televisão seria o fim da NAB Show.
No fenômeno M.E.T os organizadores da NAB incluem cinema, games, grandes eventos ao vivo, sonorização, anúncios, realidade virtual, realidade aumentada, mídias sociais e, claro, TV e radio.

DESTAQUE PARA A TV BRASILEIRA

Para a indústria de smartphones e alguns outros itens do contexto M.E.T existem alguns eventos mais importantes do que a NAB Show. Mas para a maioria das outras tecnologias relacionadas, a NAB Show é o máximo.
Neste ano, um dos principais momentos para a TV brasileira durante o evento vai ser a apresentação de um equipamento da Intel, no stand da EiTV. Um dongle, medindo cerca de metade de um celular, para dois usos em especial: PC e TV. Ao conectar o dongle na entrada HDMI de um televisor ou de um monitor o conjunto se transforma num PC. Ele pode ser oferecido com sistema operacional Windows ou Linux. Para usar basta usar o controle remoto que também possui a função de teclado e mouse sem fio. Porém, antes de abrir qualquer funcionalidade, logo na tela de início aparecem as opções “PC” e “TV”. E está aí o principal uso para o qual foi projetado. Todo o software de TV embarcado foi desenvolvido pela EiTV.
Desde a implementação do Ginga C, a mais avançada, até o suporte para utilizar conteúdos OTT, como o Netflix e Youtube, tudo foi criado pelos engenheiros da EiTV, além de alguns outros aplicativos.
Vai ser uma oportunidade muito especial para o Ginga C chegar ao público em geral. Por enquanto, o grande público que dispõe da versão top do middleware é formado por beneficiários de programas sociais do Governo Federal. Com o dongle o mercado terá uma alternativa multiuso muito atraente para o consumidor, com o Ginga C agregado.
O dongle deve chegar ao mercado brasileiro e latino americano com marcas próprias, licenciadas pela Intel.

A EiTV E O FENÔMENO M.E.T

A NAB decidiu dar uma identidade só agora para um fenômeno que já vem se revelando no mercado há algum tempo. A EiTV, que desenvolveu outros produtos para grandes eventos, com parceiros de renome internacional, atualmente oferece uma plataforma específica para o segmento cloud computing. A EiTV CLOUD, integrada ao EiTV Play já estão operando para clientes americanos e de outros países, além do mercado nacional.
Os produtos são voltados ao armazenamento, gerenciamento e distribuição de conteúdos audiovisuais digitais na nuvem. Ampliam as possibilidades de exibição de vídeos, a um custo escalável, de acordo com a necessidade de cada cliente.
Os outros produtos de destaque da EiTV nesta edição da NAB Show estão voltados para o mercado ISDB-T. O EiTV CC Box é a ferramenta mais prática para preparar o desligamento do sinal analógico. A pequena caixa adapta o sinal digital para o transmissor analógico e insere as informações sobre o desligamento automaticamente, com programação prévia de horário das inserções.
O EiTV Inspector agora vem em duas versões. Para emissoras o equipamento é completo, monitora o sinal RF (Nível, CNR e BER) e analisa o Transport Stream com decodificação das tabelas e descritores do ISDB-T. Grava o BTS/TS por até 30 dias e todos os outros serviços por 3 meses.
A versão EiTV Inspector Box é voltada para a assistência técnica. A caixa grava o sinal que chega no local onde o televisor está e realiza análises de qualidade. A tecnologia de transmissão digital está mudando paradigmas também na assistência técnica. Antes de abrir um aparelho é melhor situar claramente o problema. A falha pode estar apenas no sinal enviado.
Na discussão “sócio analítica” que a NAB Show promove neste ano, a EiTV já pode contribuir com alguns importantes “remédios”.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

“-ALÔ, ALÔ, QUEM PAGA?”


Se você é avô, por mais jovem que seja, certamente passou por uma lição prosaica para os dias de hoje: aprender a falar ao telefone. Há menos de cinco décadas telefone não era muito comum nos lares brasileiros. As crianças tinham pouca familiaridade com aquela máquina, vigiada com cuidado pelos adultos. E nas primeiras oportunidades de falar no fone preto e pesado, a lição completa era passada bem rápido: “-Diga alô”.
A origem da palavra é inglesa e como praticamente toda tecnologia de ponta surgida nos últimos 200 anos, o telefone também nasceu na cultura do Hemisfério Norte. Dá pra arriscar dizer que a palavra “alô” chegou ao vocabulário brasileiro junto com as telecomunicações.
Por mais que tenha mudado o hábito de usar telefone, fixo ou móvel, um “alô” a gente sempre gasta numa tele conversa. Isso mesmo, gasta. Além do preço alto que se paga para operadoras, os impostos embutidos em cada chamada somam valores exorbitantes. O que quer dizer exorbitante? No ano passado os usuários brasileiros desses serviços pagaram R$ 64 bilhões em tributos.
Para efeito de comparação, no Orçamento do Governo Federal para 2017 foi feita uma dotação especial para investimentos em infraestrutura de todo tipo nos setores sociais, obras urbanas, saneamento básico, transportes, logística, energia e até defesa. O total estimado desses gastos para todo o Brasil é de R$ 35,8 bilhões, pouco mais da metade do que foram pagos de impostos pelas tantas vezes que falou alô.

É MUITO DINHEIRO

O cofre do alô nacional tem vários correntistas. Entre eles, os estados. O ICMS, principal imposto dos estados, dá uma paulada de pelo menos 25% sobre os serviços de telecomunicações. Dependendo da unidade da Federação esse valor pode chegar a 35%. Ou seja, a cada 4 minutos da sua conversa, só para o governo do seu estado você paga de 1 minuto a 1,5 minuto. Em média, isso representa 8,4% de todo ICMS que os estados arrecadam.
Mais uma vez, comparando, esses exatos 8,4% do ICMS foram o percentual estabelecido para ser repassado para todas as universidades públicas do Estado de São Paulo, quando foi decidida a autonomia orçamentária. Hoje já subiu um pouquinho, cerca de 1%, mas dá para ter uma ideia do valor que representa. Só a USP – que fica com metade desse repasse – é responsável por mais de 23% da produção científica nacional. É a maior universidade brasileira entre todas as públicas e privadas.
Vale lembrar que o ICMS atual é o sucessor do antigo ICM – Imposto sobre Circulação de Mercadorias. Um imposto típico do comércio, sobre quem vende mercadorias. Quem cobra imposto sobre serviços normalmente são os municípios. Colocaram um “S” na sigla ICM e lá se foram mais alôs pelo ralo.
Os tributos sobre o setor também incluem o sustento de vários fundos, alguns dos quais pouca gente ouviu falar. São R$ 4,6 bilhões divididos entre Fistel, Fust e Funttel. Tem ainda mais R$ 1 bilhão para a Condecine, que sustenta a produção audiovisual, e mais R$ 100 milhões para o caixa da CFRP – Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública. Alguém conhece?

PAGANDO SEM PERCEBER E SEM RETORNO

Esse é o tipo mais suave de imposto para os governos estaduais e federal cobrarem. Quando o cidadão paga a fatura ele arrepia ao ler o nome da prestadora e pouco se dá conta de quanto é só para impostos. A Telebrasil, associação que reúne as empresas do setor, estima que 47% do que os clientes pagam na conta são destinados ao recolhimento dos diversos tributos. É quase metade.
Esse tipo de solução orçamentária dos governos causa distorções e só tem um prejudicado: o cidadão. O faturamento das empresas do setor é fabuloso e, na medida em que o povo paga, os governos vão empurrando impostos embutidos. Com esses “coletores” eficientes a tendência é de que os gestores públicos sejam mais pacientes. O resultado aparece na qualidade dos serviços.
Há vários anos as teles lideram isoladas o ranking de reclamações nos serviços de defesa de consumidores. Dominam os juizados de pequenas causas e aparecem com destaque também nas varas convencionais. Precisa o Poder Judiciário punir as empresas em outros bilhões de reais, como consequência de reclamações de usuários lesados. Porque da parte da fiscalização federal, ao que parece, pouco tem sido feito.
Pela mídia, governos e as teles encenam rusgas porém, na prática, aumentam a cada dia uma conivência imoral. A prova mais recente está no PLC 79, ainda tramitando no Congresso Nacional. O Projeto de Lei pretende anistiar as multas que as teles questionam na Justiça e ainda prevê a doação de muito patrimônio público utilizado por elas, desde torres até prédios. No total, como quase tudo é bilhão quando se fala das operadoras, o PLC 79 pode resultar num presente de cerca de R$ 100 bilhões para as teles. É só um alô pra você lembrar que o projeto ainda está em discussão, não foi aprovado. Quem sabe, uma maior mobilização do eleitorado pode impedir que o alô brasileiro fique mais caro ainda.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

MITOS E LENDAS QUE UM CELULAR PODE MATERIALIZAR


Todo mundo sabe que celular desempenha muitas tarefas, além de ligações telefônicas. Mas a tarefa de uma nova geração que acaba de ser lançada é especialmente complexa. O Samsung Galaxy S8 – e seu irmão maior, o S8 plus – vieram com a missão de salvar a credibilidade da marca.
Os pecados capitais da maior fabricante mundial de celulares coincidentemente apareceram a partir da geração anterior. O Galaxy Note 7 explodiu literalmente no mercado, para desespero de usuários surpreendidos com baterias que pegavam fogo de repente. Teve também o escândalo da “Lava Jato coreana”, que mandou para a cadeia um vice-presidente e herdeiro da Samsung e levou ao impeachment e posterior prisão a presidenta, ou melhor, a presidente do país. Mais um trote derrubaria de vez a ligação com os consumidores.
No próximo dia 21 ele chega às prateleiras, apenas na Coreia do Sul e “mercados selecionados”. Depois daqueles clientes sisudos apresentarem alguma reação, ele começa a sair mundo afora. Por enquanto as expectativas são promissoras.
No lançamento tudo foi preparado para impressionar. Para o Galaxy S8 a empresa organizou um evento estilo “Steve Jobs”. Um ambiente tipo sala de cinema, com uma super tela, serviu de palco para a apresentação. O presidente da Divisão Mobile, Koh Dong-jin disse que quer levar os clientes da marca a experiências inéditas.
De fato, não há nada no mercado, de brincos a boeings, tão vocacionado a trazer surpresas. Qualquer celular novo que chega traz a expectativa de algo muito diferente. A marca histórica que deve ficar com o S8 é a chamada “tela infinita”. A imagem vai até as arestas mais longas do aparelho, o que dá a sensação visual de uma tela maior. O botão home não existe mais fisicamente, o que permite utilizar todo o espaço da tela para as imagens. E o formato do aparelho é um pouco mais longo. Como desta vez a Samsung fez o lançamento depois da MWC, a feira Mobile de Barcelona, outras marcas lançaram modelos com um desses recursos aqui, outro no modelo acolá. Mas isso não tira do S8, pelo menos por enquanto, o título de atual estado da arte do celular.

A REFERÊNCIA E A RIVALIDADE

Uma das medidas do sucesso do lançamento – que ainda não é sucesso de vendas porque não se sabe nem o preço – é a quantidade de vezes que se ouve a palavra iPhone quando se fala do Galaxy S8. De fato o concorrente da Apple é a referência, o adversário a ser batido. E surfa na fama, inclusive com aquela mania de exclusividade até para falar da tinta especial que coloriu o anel lateral da objetiva da câmera. É aquele estribilho famoso “... não é apenas como um outro qualquer...”, que agora também aparece na ode ao S8. O fone de ouvido é da AKG, marca consagrada no segmento, que foi adquirida pela Samsung. O preço para quem quiser um avulso é de US$ 99,00.
Mas como hoje em dia celular é mais uma máquina pra se ver do que para se ouvir, foi na tela que o pincel da engenharia da Samsung mais carregou a mão. A tela do S8 tem 5.8 polegadas e o S8+ 6.2 polegadas, ambas com resolução Quad HD+ (2960 x 1440). O processador é Octa core, 2.35GHz, 64 bit, 4 Gb de RAM, câmera traseira dual pixel 12 MP e a frontal com 8 MP, sistema operacional Android 7.0 e vai... Nem os iphonistas roxos discordam que o S8 é superior.
Esse, aliás, é um detalhe que hoje em dia se nota em tudo que possa despertar algum tipo de paixão. Tem torcida pra tudo! De futebol à política tem aquele que defende tudo que faz o partido p, outro que defende tudo do repartido r. Um comportamento essencialmente passional, onde a realidade aparece retorcida como num rescaldo, de onde cada parte pinça as provas em seu favor.
Por isso tem gente que reclama da bateria do S8 que – mesmo não sendo explosiva, como jura o fabricante – tem a mesma capacidade da anterior para fazer funcionar uma tela razoavelmente maior. Claro que não é perfeito. Mas não tem como dizer que, na vitrine e no catálogo, é um baita celular. Vamos ver se quando estiver na estrada vai confirmar.

ALGUMA COISA ACONTECE

É verdade que já faz um tempo que celular não traz nada de revolucionário, uma vez que surpreender, no caso, é a regra. Mas os prenúncios de uma nova revolução ecoam cada vez mais vibrantemente. A grande chance é de que aconteça por algum assistente.
Desta vez a Samsung deixou de lado as opções do Google e desenvolveu o Bixby, o próprio assistente. Alguns analistas acham que por enquanto é muito estrondo para um pequeno buraco em direção ao futuro. A principal característica é permitir que se faça com a sua própria voz o que até agora precisou de menus para o seu dedo selecionar. Por exemplo, pode-se escolher uma foto e enviar para alguém só com comandos de voz.
Mas o Bixby vai mais longe. O usuário pode fotografar uma jaqueta que alguém está vestindo para que o assistente pesquise a marca, o modelo, a loja onde pode ser encontrada e até o preço. O banco de dados a ser pesquisado reúne o que a Samsung chama de parceiros comerciais. O assistente do S8 tem mais, você vai ter que testar, mas por enquanto não vai encontrar nada muito superior ao Siri ou ao próprio Google Assistant.
A geração S8 veio preparada para toda uma linha de produtos inteligentes que vem por aí. Ele é integrável a várias possibilidades IoT ou mesmo a um teclado, mouse e monitor, para virar um verdadeiro PC. Ou terá sido o PC que se tornará um celular? É, o mundo em que vivemos está ficando muito diferente.