NADA SERÁ COMO ANTES


Não vai ser apenas mais uma SET Expo. Nunca mais a SET Expo vai ser uma rotina anual, onde profissionais da indústria audiovisual se encontram para conhecer alguma novidade, fechar negócios e contar "causos". Há pouco mais de 10 anos a abertura da SET Expo causou frisson, muita ansiedade com a chegada da TV digital. Havia a forte impressão de que uma página da história da TV estava sendo virada. Ledo engano! Trocaram o livro, que agora tem no primeiro capítulo um manual de sobrevivência.

Na versão 2016 a SET Expo vai passar por este assunto: a sobrevivência da TV aberta terrestre! Quem poderia sonhar, há dez anos, no afã da TV digital, que algum dia iríamos falar sobre o fim da TV aberta? Não existe nenhuma definição nesse sentido, não há sequer uma ameaça significativa. Mas existe uma possibilidade, com data e local marcados para se falar a respeito. Vai ser em 2023, na WRC - World Radiocommunication Conferences. Os 6 MHz que cada emissora aberta mantém no espectro eletromagnético estão sendo cobiçados principalmente pelas teles, as operadoras de telefonia móvel.

Por outro lado é fácil perceber que, se não fossem as teles, seriam outros segmentos de negócios a ameaçar a TV. O mercado está se deparando com as leis da natureza pois, para tudo que nele existe, surgem os respectivos predadores. Daqui pra frente os museus devem se multiplicar, expandir suas dependências, porque estarão chegando muito rapidamente mais e mais objetos "imprescindíveis e muito desejados" até bem pouco tempo atrás. Por isso, a SET Expo, a partir de agora, vai se tornar um encontro de bravos guerreiros, criativos e empreendedores, que estarão sustentando e reinventando esse grande negócio que se chama TV aberta terrestre.

O FUTURO ESCOLHENDO ENTRE AS ALTERNATIVAS


A qualidade Full HD já está pleiteando um espaço dourado num museu com perfil business. Em pouco mais de uma década esses aparelhos fizeram girar bilhões e bilhões de dólares no mundo todo, para populações que se imaginavam confortáveis na sala do futuro. No lugar dela, a geração 3.0 do sistema americano ATSC está colocando o UHD, também conhecido por 4K, como padrão da TV aberta. Mas o Tio Sam já sabe que não foi desta vez que deu a volta por cima. A NHK japonesa está colocando 4 vezes o 4K nos mesmos 6 MHz onde os americanos comprimem o UHD. Essa é a parte divertida, onde os limites humanos começam a se impor e separar o ótimo do inútil. Afinal o olho humano não consegue enxergar toda a precisão que um UHD coloca numa tela de 40 polegadas. Se a partir de 55 polegadas a qualidade UHD vai encantar, mas o padrão 8K japonês não pode ser percebido. Daí a gente começa a se perguntar quantas pessoas têm espaço em casa para telas de 80 polegadas ou mais. Só a partir dessas dimensões é que o 8K começa a acariciar os olhos dos telespectadores.

Mesmo que seja usado um sistema de projeção, onde o tamanho da imagem seja ajustável para cada ambiente, fica difícil imaginar quantas pessoas vão investir numa tecnologia tão cara para, só de vez em quando, curtir um bom filme ou um evento esportivo muito especial com tanta definição. Talvez o sistema de som 22.2, do padrão 8K, seja combinado com o 4K, uma vez que o ganho de qualidade é audível de uma tecnologia para outra. Por outro lado o HDR, um sistema que dá um alcance de contraste muito melhor, pode representar mais qualidade para a imagem do que o aumento de pixels e frames (quadros por segundo). Alguém é capaz de responder qual seria a combinação ideal, para o cliente (que quer pagar por aquilo que efetivamente vai ver) ou para o fabricante (que quer produzir o melhor que o cliente aceite pagar)?

NOSSOS FEITOS OLÍMPICOS


A tecnologia digital tem o lado da altíssima complexidade industrial, infinitamente distante da realidade de muitas nações. Mas também tem o lado soft, diretamente acessível para qualquer inteligência ajustada aos códigos das linguagens de programação. É uma ligação imediata entre cérebro e máquina, onde o teclado e as pontas dos dedos funcionam como tomada. O algoritmo é socializante! E isso tem permitido a nações como o Brasil criar soluções digitais. Esse passaporte a EiTV já conquistou, exportando sistemas até para países do chamado Primeiro Mundo.

Neste ano a EiTV terá como destaques no seu stand na SET Expo, dois sistemas especialmente oportunos para este momento das emissoras brasileiras. O primeiro é o EiTV CC Box, voltado para automatizar a inserção das mensagens obrigatórias a partir dos 12 meses que antecedem o switch off. São avisos à população para resguardar o direito dos telespectadores e os interesses das emissoras, que não querem perder audiência por falta de aviso. O EiTV CC Box simplifica ao máximo uma tarefa com potencial de causar uma enorme confusão na grade de programação. O outro sistema é o EiTV Inspector. Ele explora todo o potencial do hardware que grava e arquiva, por tempo previsto em lei, a programação que foi ao ar. Afinal, além da gravação obrigatória, o sistema grava e analisa todos os parâmetros de qualidade do sinal que vai ao ar. É o mais completo do segmento e o mais simples de ser operado.

Por fim, a plataforma EiTV CLOUD e o aplicativo EiTV Play colocam toda a programação de uma emissora nas mãos de qualquer pessoa que tenha um celular ou tablet, um computador comum ou mesmo uma smart TV. A emissora pode manter todos seus arquivos na nuvem, além da própria programação ao vivo. E o EiTV Play permite o acesso de qualquer pessoa que baixe o aplicativo, em qualquer parte do mundo. O conteúdo pode ser disponibilizado gratuitamente ou monetizado por meio de propaganda ou planos de assinaturas. Esses sistemas colocam toda a emissora, o passado e o presente, ao alcance do público. E ampliam muito as possibilidades de receita para a emissora, uma vez que ela terá mais um canal para venda de propaganda ou assinatura. Portanto, aconteça o que acontecer, a EiTV já tem soluções para que você tenha TV gratuita ainda por muito tempo.

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