sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O PREÇO DA EFICIÊNCIA


Um exemplo bem popular de salto de eficiência foi a injeção eletrônica nos automóveis. Ela substituiu os carburadores que, muitas vezes, mandavam gasolina em excesso para o motor. O consumo era maior, a poluição também. Com a injeção eletrônica o fluxo de gasolina para o motor é regulado instantaneamente. Se o carro está subindo uma ladeira e depois alcança uma reta plana, a injeção reduz a entrada de combustível de forma automática. Ganha o cliente, ganha o meio ambiente, todo mundo sai ganhando.

O dono do posto de gasolina pode não pensar exatamente assim. A média de consumo por cliente tende a cair. Para compensar, ele pode investir no aumento da eficiência do posto, oferecendo novos serviços e inovações. Assim vai atrair mais clientes e continuar crescendo. O dono de outro posto pode achar mais fácil aumentar o preço do combustível, como forma de continuar com o mesmo faturamento, sem fazer novos investimentos.

A chegada da TV digital trouxe muita eficiência para a radiodifusão de som e imagem. Até em detalhes como o consumo de energia. A potência exigida é menor e o conjunto de emissoras brasileiras vai propiciar uma economia de energia considerável quando o sinal analógico for desligado definitivamente. Porém, a maior eficiência está no serviço em si. O sinal da TV digital transmite som e imagem de qualidade muito superior ao analógico, e ainda livre de interferências. Mesmo assim, sobra espaço na banda de 6 MHz, padronizada pelo governo. É claro que, se a empresa tem que se preparar para os 6 MHz, investe todos os recursos para tal e fica com uma faixa da banda sobrando. Enquanto isso, no mercado muita gente precisa transmitir dados, com sons e imagens. Uma tecnologia específica pode dar outra utilidade à faixa de banda que sobra nas TVs. Mais eficiência!
  

DATACASTING SOB MEDIDA


Como a regra é eficiência, a EiTV desenvolveu um sistema Datacasting simples, mas de alto desempenho para tarefas de envio de dados, por satélite ou via terrestre. O Datacasting começa pelo EiTV CMS, que trabalha com um software de gerenciamento de conteúdo totalmente desenvolvido na casa. Ele pode preparar qualquer conteúdo para distribuição em tablets, smartphones ou set-top boxes, para exibição em qualquer tipo de tela. Faz agendamentos, levantamento de acessos, estatísticas e todo o gerenciamento das exibições. Do CMS o conteúdo vai para o EiTV Datacaster Professional, conectado via IP. É lá onde tudo é transformado num TS, que é uma espécie de streaming e pode ser transmitido em radiofrequência, por satélite ou via terrestre. A saída ASI do Datacaster pode ser ligada ao multiplexador da emissora, que transmite os dados com velocidade de 3 a 4 mbps, sem interferir na programação da TV. Ou seja, o transmissor coloca no ar tanto a programação da TV como o conteúdo que o Datacasting está distribuindo. Portanto, de um único sinal, pode ser sintonizada a programação da TV ou, usando outra sintonia, podem ser captados os dados que estão na sobra da banda. Existe ainda a alternativa de direcionar o sistema para set-top boxes, que vão exibir o conteúdo em aparelhos de TV ou outros tipos de telas multimídia.

A solução EiTV Datacasting opera hoje o maior sistema do gênero em base satelital no Brasil. Uma grande rede de varejo utiliza o sistema para gerenciar a exibição de conteúdos em milhares de pontos de venda pelo país. Mais uma experiência de sucesso que coloca a solução EiTV Datacasting no mais alto nível de eficiência.
  

ETERNO "SÓCIO"


Quando se fala em eficiência logo se pensa em governo. Não que os governos sejam exatamente um modelo de eficiência, mas eles gostam de fazer como o dono do posto de gasolina que não quer investir, só quer aumentar o preço, quando a eficiência aumenta na praça.

No caso da sobra de sinal, o governo já está pensando na parte dele. O PL 6915 está tramitando há 8 anos na Câmara Federal e prevê a cobrança por esta eventual venda da sobra de banda. Uma sobra que o radiodifusor, o dono da emissora, não pediu. A concessão é de uma banda de 6 MHz, padrão adotado pelo governo. Se a sobra for desprezada, jogada fora, então fica tudo bem. Mas se o radiodifusor investir no aumento da eficiência, implantando um sistema Datacasting como o desenvolvido pela EiTV, ele vai ter que pagar parte do faturamento como imposto. Pelo menos é o que está previsto no PL 6915, que ainda não foi votado.

A boa notícia é que, mesmo pagando a mais pela própria eficiência, o sistema é lucrativo. Economiza recursos operacionais e tende a ser cada vez mais demandado pelo mercado. Quem está acostumado a andar na frente já sabe que sempre estará investindo parte do esforço para puxar quem insiste em ficar parado lá atrás.

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