sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A HISTÓRIA DOS TRILHOS E O BONDE DA HISTÓRIA


O Brasil registra um caso raro no seu modelo de desenvolvimento: a substituição de trens por caminhões. Trocaram estradas de ferro por estradas de terra ou asfalto. No mundo todo o que se viu foi uma soma, modernizaram as estradas de ferro e os veículos ferroviários, como acontece no setor rodoviário. Aqui acabamos por constituir a prova de que o desprezo de uma das alternativas é um grande prejuízo.

Mesmo assim, há quem defenda a exclusão ferroviária. O argumento é de que a indústria automotiva puxou uma cadeia produtiva imensa, alavancando a economia. Mas se você não é fabricante de automóveis sabe que esse álibi é fraco. Há vários indicadores de que as ferrovias teriam trazido tanto desenvolvimento que hoje, as indústrias brasileiras em geral, estariam maiores e mais fortes, até as de carros.

A via que se quer extinguir agora é a radiodifusão. Interessados no que seria o espólio da TV aberta, já divulgam até a data do "switch off apocalíptico": o ano de 2030! Isso porque estão falando do mais eficiente canal publicitário, tanto comercial como institucional, para vender e convencer com produtos públicos e privados. A via da radiodifusão, inteiramente construída e mantida sem gastar dinheiro público, une o Brasil de Norte a Sul, através de uma infraestrutura de alta qualidade. Reúne profissionais altamente especializados e articula importantes cadeias tecnológicas. Será que é só isso?

GRANDE NEGÓCIO


Se não fosse um grande negócio, a TV aberta não teria formado um hábito mais doméstico e familiar do que macarrão com frango aos domingos. Criou assentos cativos na sala, horários da chegada em casa, ou de saída para a balada. No Brasil, em função do sucesso da TV aberta, o hábito é nacional. Por isso, mesmo em meio a muita coisa inútil, tem campanhas importantes, difusão cultural e mobilizações sociais que acontecem pela TV. É o que está levando agora um setor do governo a lutar por uma causa que deveria ser também de todos os radiodifusores. A EBC - Empresa Brasileira de Comunicação, do Governo Federal, está propondo a criação de um grande sistema de integração nacional a partir da TV digital aberta. André Barbosa, Superintendente da EBC, acha que o momento nunca foi tão oportuno.

Com a antecipação do leilão da banda de 700 MHz, que vai ser liberada para a Internet 4G, as empresas de telefonia assumiram compromissos com o governo. A banda é ocupada por algumas emissoras analógicas, que precisarão antecipar obrigatoriamente a mudança para o sinal digital. Isso significa que o "apagão analógico" vai acontecer mais cedo em algumas regiões do Brasil. O custo dessa pressa das teles vai ser a doação de equipamentos para emissoras e de set-top boxes, os chamados "conversores", para famílias de baixa renda. No caso, cerca de 14 milhões de lares atendidos pelo Bolsa Família. Os set-top boxes precisam ter o programa Ginga, o middleware desenvolvido no Brasil que permite interatividade.

A questão é que existem vários perfis do Ginga. O Fórum da TV Digital optou por desenvolver inicialmente um perfil que não suporta a execução de vídeos pelas aplicações interativas, limitando as possibilidades de aplicações que atualmente devem ser baseadas apenas em conteúdo de texto e imagens estáticas. Por isso, André Barbosa quer que seja padronizado o perfil utilizado no programa "Brasil 4D" (aqui não é 4G!). Segundo ele, trata-se de um perfil avançado do Ginga que possibilita aplicações mais ricas em conteúdo audiovisual e que funciona com uma banda de celular de baixo tráfego de Internet - que tem em qualquer lugar - e o sinal da TV. Aí sim, daria para universalizar o acesso a Internet através da TV digital.

"PREST'ATENÇÃO!"


A segunda tela é um acessório que está sendo incluído muito rapidamente no hábito de assistir à TV. Uma tela é broadband (banda larga de Internet, normalmente via tablet) e a principal é broadcast (via radiodifusão, que é o sinal de TV aberta). Pelo que se ouve, a briga entre as duas telas já começou. Por que não "turbinar" o sinal de TV aberta onde ainda vale a pena?

Nos testes que estão sendo feitos com famílias da Paraíba e do Distrito Federal, o Ginga 4D permite consultas bancárias na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, confirmação de consultas médicas na rede pública, consulta de vagas de emprego e outros serviços. Quando esse potencial estiver em 14 milhões de lares, a tendência é que muitos outros tele-serviços públicos sejam criados, inclusive em níveis municipal e estadual. Isso sem contar as redes privadas de vários serviços, como os bancos, consultórios médicos, salões de beleza. Daí sim, o público que já tem banda larga em casa, poderia voltar a olhar a interatividade da TV aberta com outros olhos.

O salto do analógico para o digital na TV aberta foi enorme. Porém, até agora, por falta de interesse dos radiodifusores, um potencial gigantesco continua desprezado, sem uso. Enquanto isso, a Internet banda larga tenta comer pelas beiradas o espaço comercial da TV aberta. Se em outros países do mundo isso é muito fácil, no Brasil, onde a TV digital aberta ainda lidera, pode ser diferente. Funcionando aqui o Ginga 4D, pode ser exportado para toda a América do Sul. É um "carro extra" do bonde da história que está passando em frente aos radiodifusores e produtores de softwares brasileiros. Interessa!?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

OS ECOS DO APAGÃO


Você sabe em que dia e mês começa o próximo carnaval? Ou o dia da semana em que caem os feriados prolongados dos próximos anos? É, mas muito provavelmente, antes dessas datas felizes você vai saber em que dia o sinal analógico de TV vai ser desligado na sua região. Ah, vai saber sim! Uma portaria publicada no dia primeiro deste mês determina que, durante um ano antes do desligamento, cada emissora veicule diariamente anúncios sobre a data e o novo canal de sintonia digital. Você vai ter de assistir durante um ano, em todos os canais, a data na qual o sinal analógico vai ser desligado na sua região.

Começa com 3 anúncios por dia por canal e, a cada 2 meses, mais 3 anúncios diários. Isso significa que quando faltar dois meses para o desligamento, você pode assistir 15 anúncios diários, sobre a mesma coisa que já sabe há 10 meses. Um sério problema para os especialistas em comunicação, que precisam tornar a programação atraente!

A data de desligamento vai variar de uma região para outra. O sinal apaga no dia 3 de abril de 2016 em Brasília, então a campanha informativa começa logo por lá, em menos de 4 meses. Em maio é na cidade de São Paulo e assim vai, numa agenda com 16 datas para desligar a TV analógica em cada setor de radiodifusão do país. O desligamento do último setor vai ser no dia 25 de novembro de 2018. Daí acabou a TV analógica no Brasil.


TESTE DE RESISTÊNCIA


Contagens regressivas costumam ser momentos de grande emoção. Nos filmes são lançamentos de foguetes, de mísseis, bombas que vão detonar. Mas regressiva de um ano!? É como se, em plena ressaca do reveillon, você começasse a contar quanto falta para o fim do ano que veio.

Uma propaganda de TV dificilmente fica no ar por dois meses. O público cansa. Aqueles anunciantes que nunca saem da tela inventam um comercial diferente atrás do outro, justamente para não irritar o telespectador, cansado da mesma mensagem. E ainda, mesmo para campanhas publicitárias intensivas, 15 inserções diárias é algo que praticamente não acontece. É justamente o que está programado para os dois últimos meses antes do "switch off", como é chamado tecnicamente o desligamento do sinal. No jargão das emissoras é só "apagão analógico".

O hábito do público de televisão é de uma relação passiva com o aparelho. Ele senta no sofá e fica ali, esperando ser seduzido, envolvido. Se isso não acontece ele muda de canal. E se mesmo assim não melhorar, ele desliga. Por isso não pode irritar aquele ser passivo tão disputado. Tem que preencher o tempo dele de maneira agradável, com muita habilidade. Diante desse desafio, possivelmente emissoras vão inventar artifícios curiosos para fazer passar pela goela do telespectador a contagem regressiva mais demorada do que o novo milênio.


PORÉM...


Se não são poucas as preocupações dos donos das emissoras com o apagão analógico, pelo menos uma delas ficou 70% menor. Porque essa é a redução de custo proporcionada por um sistema compacto que a EiTV desenvolveu para implantar a sinal digital. Para emissoras menores, o MVE-100 e o Remux Datacaster, da EiTV, podem representar a alternativa que vai viabilizar a mudança. O sistema recebe a chamada "banda base", que sai do controle mestre, e gera um BTS para o modulador, que prepara o sinal para ir ao ar.

A programação gerada na emissora chega ao MVE-100 em SDI. O equipamento faz a codificação e a compressão transformando tudo num TS - Transport Stream, com qualidade e baixo delay. Em seguida o Remux Datacaster faz a multiplexação, remultiplexação , adiciona as tabelas SI/PSI, guia de programação, closed caption e o carrossel enviando aplicações interativas. Os dois equipamentos do sistema fazem tudo que antes era distribuído por 4 equipamentos e custava pelo menos 3 vezes mais. A confiabilidade é a mesma. Essa compactação de sistemas é uma otimização típica da informática, e deve se firmar como regra nas próximas gerações de equipamentos para TV digital. Tanto que grandes emissoras estão adquirindo o novo sistema da EiTV para rodar em paralelo com os sistemas maiores já implantados. A EiTV desenvolveu essas inovações em parcerias com fabricantes americanos e canadenses, que até então operavam apenas com sistemas ATSC e DVB.

O desligamento do sinal analógico é irreversível. As emissoras que ainda não se equiparam não podem esperar mais. Afinal, quando estiver em cima da hora, vai ser absolutamente impossível convencer alguém de que não sabia a data exata.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

AS FRONTEIRAS DA TECNOLOGIA




A manhã daquela segunda-feira estava chuvosa e antes das equipes saírem a campo fomos apresentados a um novo executivo da empresa: era o Gerente de Redes de Informática, que prometia dar um endereço eletrônico para cada um de nós. Na época, era uma novidade. O gerente daquele novo cargo queria impressionar a equipe. Mas só conseguiu quando estava saindo, esticando a conversa no hall de acesso. Ele disse que um e-mail enviado para o colega do lado poderia passar pelo Japão antes de chegar ao destinatário. Diante da estranheza de todos ele se empolgou e resolveu explicar, fechando a porta de vidro para faze-la de lousa.

O desespero do Dimas foi ilustrativo. Era o office boy que ficava na copiadora. Ele passou mal no churrasco da equipe no dia anterior e já tinha entrado pelo menos 3 vezes no banheiro naquele início de manhã. O único banheiro que não estava em reforma e ficava no fundo da grande sala, depois de todas as divisórias de vidro. Ele bem que tentou, mas o novo Gerente já tinha trancado a porta e ignorou a aflição que vinha de dentro daquela farda de estafeta. O Dimas desapareceu subindo a escada da superintendência e depois de alguns segundos reapareceu do outro lado, no fundo da sala. Quase deslizou pela escada metálica em espiral, por onde só descia a secretária do dono. De lá, até o banheiro foram mais alguns passos. Então eu entendi o e-mail: chegando a tempo, no local desejado, o que importa o caminho?

Parecia que a velocidade da luz iria encerrar de vez o problema com trajetos. Mas agora vem os protestos de alguns setores contra a Netflix na Europa. A Associação dos Produtores de Cinema da França protesta porque a Netflix tem a sede europeia em Amsterdã, assim não paga os impostos recolhidos dos canais franceses para subsidiar o cinema. E não é só isso. Estando presente há poucos meses nos 6 maiores países do Velho Continente, a gigante americana de streaming já mudou muita coisa naquele mercado.


PIOR PARA QUEM?

Em área física a Europa é o menor continente do mundo. Mas em termos digitais, talvez seja o maior. A Internet tem alta velocidade em cada canto da Europa. São fronteiras eletrônicas imensas no território cibernético. Para um serviço de streaming, como o Netflix, é o país das maravilhas. Os políticos europeus denunciam veementemente a invasão. Será que os cidadãos também se preocupam? As TVs a cabo da Alemanha já baixaram os preços, a maior rede suíça também. Você se incomodaria vendo tudo isso acontecer, do seu sofá?

Ah, mas tem os produtores europeus de conteúdos. Excetuando os "descendentes dos Lumière", do cinema oficial francês, parece que as coisas tendem a melhorar. A rede suíça apressou a produção de uma série de comédias. A própria Netflix, carente de produções para aquele mercado, está financiando uma série francesa baseada em um drama envolvendo poder e política. Está bancando também uma série inglesa sobre a Rainha Elisabeth e até uma comédia mexicana, sobre uma família que é dona de um time de futebol. No caso, para clientes europeus que falam espanhol. O produtor de animação francês Olivier Comte, que acabou de assinar a venda da série "Wakfu" para a Netflix, comemora a chegada da empresa americana no mercado. Ele explica que as produções de animação são caras e só podem prosperar com perspectivas globais.


MELHOR NÃO APARECER

Com todo o respeito que merecem, mais uma vez, os incomodados com a concorrência tecnológica são os atravessadores. São as grandes redes de distribuição de conteúdo que simplesmente entregam o produto no mercado e ganham dos dois lados, tanto do público como dos produtores. É claro que eles não seriam tão poderosos se não fossem igualmente importantes. Pelo menos, algum dia já foram.

O tráfego de conteúdo audiovisual já sofreu várias mudanças recentes e tende a sofrer outras em breve. Quais, ninguém sabe, o que acaba tornando a situação tragicômica. Trágico para quem esta arrecadando bilhões há anos, estando à frente das tecnologias de TV por assinatura; cômico para quem já pagou muito e agora só ouve falar em promoções e planos "smart". É o caminho natural dos produtos tecnológicos. O sinal terrestre de TV digital, por exemplo, está sub utilizado e a Internet cresce em capacidade e cobertura a cada dia.

Diante dessa realidade, a EiTV smartBox já foi lançada dentro de um conceito multitarefas. Pode receber conteúdos por streaming, sintonizar canais digitais abertos, jogos e até portais de serviços. É uma regra geral a ser observada. Essa regra tem levado a EiTV a projetar produtos para o amplo território da criatividade. Assim as inovações que chegarem vão encontrar alternativas para serem universalizadas. O mesmo conceito pode ser observado também no EiTV Cloud ou no EiTV Datacasting, entre outros produtos da empresa.

Do lado de cá da tela, a luta europeia contra a invasão Netflix é mais um dramalhão para o público acompanhar. A mídia local, que tem um alto poder de mobilização, sempre atraiu uma infinidade de amigos políticos. São eles que levam a público, com tanta encenação, essas "questões relevantes". E acabam passando pelos vários estilos: começam como dramas, atravessam a fase de poder e política e acabam sempre se revelando uma grande comédia.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O PREÇO DA EFICIÊNCIA


Um exemplo bem popular de salto de eficiência foi a injeção eletrônica nos automóveis. Ela substituiu os carburadores que, muitas vezes, mandavam gasolina em excesso para o motor. O consumo era maior, a poluição também. Com a injeção eletrônica o fluxo de gasolina para o motor é regulado instantaneamente. Se o carro está subindo uma ladeira e depois alcança uma reta plana, a injeção reduz a entrada de combustível de forma automática. Ganha o cliente, ganha o meio ambiente, todo mundo sai ganhando.

O dono do posto de gasolina pode não pensar exatamente assim. A média de consumo por cliente tende a cair. Para compensar, ele pode investir no aumento da eficiência do posto, oferecendo novos serviços e inovações. Assim vai atrair mais clientes e continuar crescendo. O dono de outro posto pode achar mais fácil aumentar o preço do combustível, como forma de continuar com o mesmo faturamento, sem fazer novos investimentos.

A chegada da TV digital trouxe muita eficiência para a radiodifusão de som e imagem. Até em detalhes como o consumo de energia. A potência exigida é menor e o conjunto de emissoras brasileiras vai propiciar uma economia de energia considerável quando o sinal analógico for desligado definitivamente. Porém, a maior eficiência está no serviço em si. O sinal da TV digital transmite som e imagem de qualidade muito superior ao analógico, e ainda livre de interferências. Mesmo assim, sobra espaço na banda de 6 MHz, padronizada pelo governo. É claro que, se a empresa tem que se preparar para os 6 MHz, investe todos os recursos para tal e fica com uma faixa da banda sobrando. Enquanto isso, no mercado muita gente precisa transmitir dados, com sons e imagens. Uma tecnologia específica pode dar outra utilidade à faixa de banda que sobra nas TVs. Mais eficiência!
  

DATACASTING SOB MEDIDA


Como a regra é eficiência, a EiTV desenvolveu um sistema Datacasting simples, mas de alto desempenho para tarefas de envio de dados, por satélite ou via terrestre. O Datacasting começa pelo EiTV CMS, que trabalha com um software de gerenciamento de conteúdo totalmente desenvolvido na casa. Ele pode preparar qualquer conteúdo para distribuição em tablets, smartphones ou set-top boxes, para exibição em qualquer tipo de tela. Faz agendamentos, levantamento de acessos, estatísticas e todo o gerenciamento das exibições. Do CMS o conteúdo vai para o EiTV Datacaster Professional, conectado via IP. É lá onde tudo é transformado num TS, que é uma espécie de streaming e pode ser transmitido em radiofrequência, por satélite ou via terrestre. A saída ASI do Datacaster pode ser ligada ao multiplexador da emissora, que transmite os dados com velocidade de 3 a 4 mbps, sem interferir na programação da TV. Ou seja, o transmissor coloca no ar tanto a programação da TV como o conteúdo que o Datacasting está distribuindo. Portanto, de um único sinal, pode ser sintonizada a programação da TV ou, usando outra sintonia, podem ser captados os dados que estão na sobra da banda. Existe ainda a alternativa de direcionar o sistema para set-top boxes, que vão exibir o conteúdo em aparelhos de TV ou outros tipos de telas multimídia.

A solução EiTV Datacasting opera hoje o maior sistema do gênero em base satelital no Brasil. Uma grande rede de varejo utiliza o sistema para gerenciar a exibição de conteúdos em milhares de pontos de venda pelo país. Mais uma experiência de sucesso que coloca a solução EiTV Datacasting no mais alto nível de eficiência.
  

ETERNO "SÓCIO"


Quando se fala em eficiência logo se pensa em governo. Não que os governos sejam exatamente um modelo de eficiência, mas eles gostam de fazer como o dono do posto de gasolina que não quer investir, só quer aumentar o preço, quando a eficiência aumenta na praça.

No caso da sobra de sinal, o governo já está pensando na parte dele. O PL 6915 está tramitando há 8 anos na Câmara Federal e prevê a cobrança por esta eventual venda da sobra de banda. Uma sobra que o radiodifusor, o dono da emissora, não pediu. A concessão é de uma banda de 6 MHz, padrão adotado pelo governo. Se a sobra for desprezada, jogada fora, então fica tudo bem. Mas se o radiodifusor investir no aumento da eficiência, implantando um sistema Datacasting como o desenvolvido pela EiTV, ele vai ter que pagar parte do faturamento como imposto. Pelo menos é o que está previsto no PL 6915, que ainda não foi votado.

A boa notícia é que, mesmo pagando a mais pela própria eficiência, o sistema é lucrativo. Economiza recursos operacionais e tende a ser cada vez mais demandado pelo mercado. Quem está acostumado a andar na frente já sabe que sempre estará investindo parte do esforço para puxar quem insiste em ficar parado lá atrás.