sexta-feira, 27 de junho de 2014

DIGA-ME COM QUEM ANDAS......


Ainda não caiu a ficha pra muita gente, mas o Brasil está prestes a fechar um dos maiores negócios públicos dos últimos tempos. E não deve usar um único saco de cimento. Trata-se do remanejamento da faixa de 700 MHz para as teles, as empresas de telefonia móvel, que querem trafegar o sinal de Internet 4G nessa frequência. O leilão de 3 licenças - que serão disputadas entre as 4 grandes operadoras, Vivo, Claro, Tim e Oi - prevê uma arrecadação da ordem de R$ 18 bilhões. Num plano de comparação, quando foi projetada a modernização e expansão do metrô de São Paulo, que aumentaria em mais de 5 vezes o tamanho das ferrovias subterrâneas na cidade, a previsão de custos era de R$ 23 bilhões. A Hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira, deve consumir R$ 13,5 bilhões e a de Belo Monte, uma das maiores do mundo, R$ 19 bilhões. Sem entraves do tipo licença ambiental, transporte de materiais ou alocação de mão de obra, esse dinheiro todo vai ser jogado na mesa no próximo mês de agosto, data em que está marcado o leilão. E vai colocar em jogo muito mais do que se imagina. Vai mexer com o serviço público mais utilizado por brasileiros de todas as idades, nas mais variadas latitudes geofísicas e sociais: a TV aberta. O sinal de Internet 4G no Brasil por enquanto utiliza uma frequência bem maior, que exige muito mais torres e investimentos para trafegar. Na faixa de 700 MHz, como querem as teles, o custo de expansão do sinal vai ser muito menor porém, haverá riscos de interferência na TV digital. É aí onde o "poder concedente" aumenta o preço da martelada no pregão, além das notas que vão ser empilhadas na mesa. Falam em exigir vários estudos e relatórios técnicos e em uma compensação, por antecipar o desligamento da TV analógica. Algumas emissoras, ainda analógicas, trafegam exatamente na faixa que as teles querem, bem ao lado do sinal digital.

O sinal analógico, com suas tradicionais ondas trêmulas, merece todo respeito em sua aposentadoria. Foi ele quem, durante tantos anos, levou alegria a milhões de lares brasileiros. Desde o grito do Tri, que nos valeu a gloriosa Taça Jules Rimet, às primeiras cores nas paisagens das novelas. E é este senhor vibrante que até hoje traz até milhões de lares muita alegria, além das datas de vacinação, as campanhas de doação de sangue, de combate à dengue. Quem não tem condições de investir na nova tecnologia não pode simplesmente ficar sem TV. Não foi assim nos Estados Unidos e nem está previsto acontecer sem compensações em qualquer país. Como as teles aparecem de boca aberta e rabo abanando na porta do governo, pedindo antecipação, ele quer transferir a responsabilidade dele para as empresas bilionárias. Na contabilidade fica maravilhoso, mas na engenharia pode complicar bastante.

Começa por avaliar exatamente do que estamos falando. O sinal digital tem o potencial de transformar TVs, mesmo aquelas antigas, em terminais capazes de interagir à distância até para marcar uma consulta pessoal num posto de saúde. Para isso só precisa ligar um set-top box - que hoje é chamado de conversor - com melhor desempenho, ao aparelho de TV. Esse "melhor desempenho" pode aumentar o custo do set-top box em duas ou três vezes. Considerando um universo de 14 milhões de lares - os beneficiários do bolsa família são os excluídos oficiais - os valores assustam.

Independente de ser viável ou não, é preciso separar TV digital de uma simples TV. É como comparar um telefone fixo tradicional com um celular dos mais modernos, onde o que menos importa é a chamada telefônica. A TV digital pode prestar muito mais serviços do que apenas reprodução do som e da imagem das emissoras. Num país continental, onde o IBGE constatou um "apagão" de atendimento de serviços públicos federais em mais de 60% dos municípios, a onda digital pode representar a oportunidade de um choque de cidadania.

Agora vem a parte mais delicada da questão. É a mistura de padrão de serviços das teles com o padrão das emissoras abertas. As teles brasileiras tem o custo por chamada mais caro do mundo, são campeãs isoladas em reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, tanto pela qualidade dos serviços como pelo não cumprimento de contratos com seus clientes. As emissoras abertas são gratuitas para o consumidor final, são reconhecidas internacionalmente entre as melhores do mundo em programação e mantem uma qualidade de sinal tecnicamente exemplar. Daí aparece o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente, minimizando as preocupações com a possível interferência entre os sinais dos dois serviços: "os filtros resolvem a maioria dos casos". Quando o filtro não for suficiente, propõe simplesmente aumentar a altura das antenas. Ele acha que vai ser muito fácil, que os "call centers" podem orientar pelo telefone quem tiver alguma dificuldade. Talvez ele nunca tenha ligado para o call center da operadora do celular dele. Ou não fez as contas de quantas chamadas podem aparecer simultaneamente, em todo o Brasil, na hora da
novela.

A questão é que estamos em ano eleitoral e R$ 18 bilhões para investir em obras podem ser decisivos durante a campanha. Olímpio Franco, da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão, acha que ainda é perigoso ter um vizinho de sinal como a tecnologia 4G. Ele propõe mais estudos e muitos testes para avaliar objetivamente o que os receptores de ambas as tecnologias vão sintonizar de fato. Para o cidadão comum a pergunta é muito simples: "-você gostaria de ver a sua TV funcionando com a confiabilidade do seu celular?"

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O OLHAR DOS ANJOS


Nada de superficial no mundo dos grandes negócios. A era de ouro, negro aliás, ainda não acabou para os hidrocarbonetos. Desde 1916, quando John Davison Rockefeller tornou-se o homem mais rico de todos os tempos, o petróleo das profundezas da Terra é uma fonte segura de riqueza. É de lá do fundo, até das águas, que uma parte significativa das fortunas do mundo ainda prospera. Por outro lado - exatamente do outro lado - os atuais donos das primeiras posições no ranking da Forbes lançam seus investimentos em órbita. Foi para lá que o Google mandou US$ 500 milhões de dólares ao adquirir a Skybox Imaging, que usa pequenos satélites para transmitir imagens de alta resolução, obtidas bem do alto.

O foco exato dessa aquisição ainda tem algum suspense. Dois meses antes o Google tinha comprado uma empresa de drones que irradiam sinais da Internet, a Titan Aerospace. Num negócio idêntico o Facebook investiu US$ 20 milhões para comprar a Ascenta, algumas semanas antes. A empresa, agora do Facebook, também usa drones para distribuir sinais da Internet, cada vez mais preciosos. O Google garante que, por enquanto, os satélites da Skybox vão apenas melhorar os mapas e atualizar com mais frequências as imagens que ela gera para o mundo todo. "Com o tempo, esperamos também que a equipe e a tecnologia da Skybox sejam capazes de ajudar a melhorar o acesso à Internet......", considera um executivo da empresa. Tudo indica que ele foi sincero. Especialistas do setor garantem que, para entrar no segmento de satélites de comunicação, a Skybox teria que começar do zero. Toda a tecnologia desenvolvida até aqui pela empresa está voltada para imagens. A comunicação pela Internet o Google está inovando com o Loon, um projeto baseado em balões que vão intermediar o sinal em regiões de difícil acesso.

Ali das alturas, para qualquer lado que se olhe tem muito dinheiro circulando. O mercado mundial de imagens de satélites movimenta US$ 12 bilhões por ano, e a oferta do produto é considerada limitada. Por enquanto, as grandes do setor vendem o serviço principalmente para governos, que querem vigiar suas fronteiras e sabe lá mais o que. São os tais dados estratégicos. Mas o mercado agrícola, também os de outras commodities importantes, as redes de informações climáticas e uma infinidade de segmentos empresariais estão dispostos a pagar bem por imagens de satélites, desde que mais atualizadas, segundo afirmam dirigentes de empresas do ramo. Uma foto de satélite "bem atual" no mercado, se for das caçulas tem pelo menos três anos, garante James Crawford, diretor de uma empresa de mapas.

Pelo tamanho estimado do mercado e pelo estilo dominador do Google, há quem aposte que a compra da Skybox é o começo da montagem de uma "NASA particular" da empresa, que pode avançar muito nesse segmento de negócios. Ela passaria de compradora à fornecedora do mercado de imagens. Com o desenvolvimento de motores de busca de imagens, a montanha de dólares acumulados pode se aproximar dos satélites. As previsões apontam, por exemplo, para informações em tempo real sobre o número de navios ancorados num porto, ou no largo esperando para atracar. As árvores de uma área de floresta poderiam ser conferidas várias vezes ao dia, para saber se está havendo desmatamento ou focos de incêndio. Os satélites podem monitorar também todas as reservas de petróleo do mundo de um único ponto do planeta. Isso sem contar o desempenho da plataforma de mapas para smartphones Android, capaz de surpreender o iOS da Apple e outros concorrentes. Tecnologias como agricultura de precisão, ou mesmo militar, podem estar no foco dos negócios da empresa com imagens. E as conjeturas nem chegaram nos sinais de Internet, que companhias aéreas americanas já compram de satélites, para disponibilizar o wi-fi aos passageiros durante o voo.

Por enquanto, a Skybox tem apenas um satélite cortando as paisagens dos anjos. Mas a previsão, antes mesmo da aquisição da Google, era lançar outros 15 satélites até 2016. Os novos donos têm tudo para acelerar ao máximo esse cronograma.

As possibilidades são tantas que o mais importante agora seria entender por onde a Google pretende começar e quais seriam os passos seguintes nessa longa epopeia pelos céus. Afinal, se de lá de cima as coisas não fossem tão mais fáceis, Deus escolheria um outro lugar para morar.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A CONVERSA DOS NÚMEROS


Para boa parte das pessoas, a primeira vez em que ouviram falar do infinito foi na infância, quando se interessaram pelos números: "-Quantos são os números?" Pela faixa de idade mais provável, são as mães que costumam responder: "-são infinitos, não dá pra contar, nunca acabam". Seguem-se um monte de conjeturas tão idiotas quanto geniais, uma vez que tratam de algo intangível, uma abstração. A criança fica confusa com aquela ideia estranha do sem-fim. Depois o infinito aparece de novo, no céu, no relógio, é o tempo e o espaço; no nome imponente da dízima periódica, na solução de equações, até chegar no amor infinito. Ah, daí a gente começa a entender que esse infinito não vai tão longe assim. Deve ter gente até que já viu onde ele fica. Afinal garantem que é lá, no infinito, onde as retas paralelas se encontram.

Na prática, o infinito tem um tamanho a cada tempo. Hoje, com a maioria dos PCs na largura de 64 bits, o "infinito" vai até 18.446.744.073.709.551.615. Sim, um número de 20 algarismos, cujo nome ninguém sabe e quem arrisca dizer volta naquele hábito de criança de falar bobagens quando não entende alguma coisa.

A conversa é sobre esse "infinito" que existe e já serve para revelar coisas surpreendentes, quase inacreditáveis. Esse número permite juntar tanta coisa e comparar tantas coisas diferentes ao mesmo tempo, que até está fazendo surgir um novo teorema: é lá, no infinito, onde os números falam. Sim, e podem até prever o futuro! O idioma são as estatísticas, aquelas que são mais precisas na medida em que aumenta a amostra. Com espaço pra tanto número dentro de um computador, as estatísticas estão atingindo precisão surpreendente em muitos casos. São os números fofocando pra lá e pra cá sobre o que se passa na cabeça de eleitores, de consumidores, do cidadão comum.

Imagine você que o seu insuspeito celular fala esses dois idiomas, o seu e o dos números. Fica tagarelando o tempo todo sobre a sua vida, e você na maior preocupação com a língua daquela senhora que não sai da janela da casa ao lado da sua. É, vizinhos fofoqueiros perdem de goleada para o seu aparelho mais íntimo, onde você descarrega todas as suas confidências, em tempo real.

Justiça seja feita, essas suas confidências o celular tenta resguardar ao máximo. Mas o seu rastro, ele exibe como fogos de artifício. São informações pelas quais muita gente paga bem. Gente que reconhece o seu celular pelo nome, o que possivelmente nem você sabe. Como isso acontece? Cada aparelho tem um número de identificação único, de fábrica, tecnicamente conhecido como "endereço MAC". Quando o Wi-Fi está acionado, esse número fica pelo ar, caçando qualquer tentativa de contato. Daí você entra numa loja, onde também estão muitas outras pessoas conectadas, ou quase. Programas específicos registram a sua presença e de todas essas outras pessoas lá. E comparam com as compras que passaram pelo caixa durante o período em que esse grupo esteve por lá. Um sistema reconhece o seu endereço MAC. Soma aqui, divide ali e a conta, combinada com outras contas, feitas em outros estabelecimentos por onde você passar, vão se aproximar do seu perfil de consumo.

Há quem questione modelos como esse, conhecido como "wi-fi passivo". Rudd Davis, por exemplo, diretor executivo da Swarm Mobile, uma empresa americana do setor, acha que essas informações ajudam pouco. Ao lado dessa crítica, outros questionam o avanço sobre a privacidade dos incautos consumidores.

Porém, vindas de onde vem, as críticas podem ser mais pragmáticas do que parecem. É como se um laboratório soltasse na praça um boato contra o próprio remédio que fabrica, para abrir espaço para um remédio mais caro, que ele mesmo está lançando. Afinal, entre os que clamam pelo respeito à privacidade está a Apple, criadora do iBeacons, um software que usa o bluethooth para agregar esses tipos de dados, desde que o consumidor aceite. E a Swarm Mobile, aquela que duvida do “wi-fi passive”, é uma das empresas que está utilizando agora o lançamento da Apple.

Por essas e outras, especialistas sugerem que antes de baixar o aplicativo iBeacons o consumidor esteja bem atento aos termos de uso. E que considere especificamente a própria realidade antes de decidir. O sistema está despertando bastante interesse entre os clientes do marketing de localização. O consumidor pode interagir com o sistema, que pode se tornar uma poderosa ferramenta de vendas. Nesse mundo cheio de pessoas tão bem intencionadas, aparecem também armadilhas inovadoras. Tão novas que as reais vantagens ou desvantagens só vão ser percebidas depois de um tempo. Não é o caso de se apavorar. A regra segura é apenas pensar um pouco antes de baixar as novidades que aparecem por aí. Porque elas não são abstratas, mas são infinitas.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

COMPRAR: A NOVA COMPULSÃO DIGITAL


Caju é praticamente uma marca brasileira. Praticamente, só uma marca. Aquela textura sedutora, o tom de vermelho que se funde com o amarelo, são como versos da natureza. Músicos e poetas não se cansam de usar aquela imagem saborosa pra provocar os mais diversos sentimentos. E depois de toda essa inspiração, ......direto pro lixo. É isso mesmo, são quase dois milhões de toneladas de caju que só o Nordeste Brasileiro manda para o lixo todos os anos, logo depois das fotos que vão estampar as propagandas das agências de viagem. Não é a carreira de modelo fotográfico que garante a economia do caju. O grande valor está na castanha da fruta, que paga as contas da produção desse astro sedutor.

Em muitos negócios que acontecem no mundo da inovação fica difícil saber exatamente o que está sendo comprado. Adrian Perica, o executivo da Apple encarregado da aquisição de empresas, chegou a fazer uma oferta por uma startup dizendo que queria ficar apenas com os funcionários. Não havia interesse pela marca e nem pela tecnologia. Só a equipe, para engajar no desenvolvimento de um novo produto da Apple. Por essas e outras, Perica está ganhando notoriedade nas rodas que especulam sobre as aquisições de grandes empresas. Ele foi contratado depois que a Apple perdeu a compra de uma empresa de publicidade móvel em 2009. Desde então o ex-oficial de inteligência das forças armadas americanas está ganhando a confiança da empresa, a ponto de mudar um antigo paradigma da Apple, que só investia na compra de pequenos negócios. Na compra recente da Beats Eletronics, fabricante de fones de ouvido e criadora de um serviço de streaming de músicas, foram investidos US$ 3 bilhões. Ainda bem aquém dos US$ 19 bilhões que o Facebook pagou pelo WhatsApp e abaixo da metade do que a Microsoft pagou pela Nokia. Porém, superou em muito a segunda maior aquisição do grupo, fechada há mais de 15 anos, no valor de US$ 404 milhões.

Depois de se formar em West Point e passar pelas forças armadas, Adrian Perica esteve na Delloite, uma das maiores empresas de consultoria do mundo. Depois se firmou no banco Goldman Sachs. Na vida de banqueiro ele prosperou, depois de superar parte da confessada dificuldade pessoal em se relacionar com as pessoas. Na Apple ele está contaminando os colegas executivos com a compulsão por negócios que ele trouxe do ambiente dos bancos. A ideia é colocar em circulação uma boa parte dos US$ 151 bilhões que a empresa tem no caixa. Sempre na aquisição de novas empresas. Sempre na base da compra de caju, onde não se sabe que parte do lote adquirido vai ser jogada fora. São várias as aquisições da Apple feitas simplesmente para fechar as empresas e usar alguma coisa que veio com elas. A HopStop.com e a Locationary são duas startups que serviram apenas para os planos de aprimoramento dos softwares de mapas. Da AuthenTec só sobrou o sistema de autenticação de impressões digitais, hoje implantado no iPhone 5S. Difícil é imaginar o que a Apple pretende fazer com a Tesla Motors, uma montadora de veículos, cujos executivos foram flagrados no começo do ano num espaço onde a Apple reúne reservadamente seus potenciais alvos para aquisições.

O ritmo da inovação promete tornar o jogo dos negócios muito mais imprevisível. As empresas envolvidas diretamente com tecnologia da informação e telecomunicações se capitalizam muito rápido. O dinheiro que os algoritmos arrebatam é cada vez maior e os produtos que eles transformam são cada vez mais numerosos. É aí onde entra um detalhe diferente desse ambiente de negócios: é o perfil passional desses inventores, que se tornam capazes de tudo para ver o impacto que seus sistemas causam nos hábitos das pessoas e na sociedade.

Os telefones celulares, por exemplo, estão saindo das teles nativas para se transformarem em pcs de bolso. Suas marcas estão migrando definitivamente para o território da informática. Afinal, dá pra pensar num celular mais interessante sem saber qual vai ser o sistema operacional? E assim os bits vão dominando mais espaços. Alguém poderia imaginar que a Google iria comprar uma fábrica de robôs militares? Qual será o sistema operacional dos exterminadores do futuro? Antes disso, qual vai ser a plataforma que vai fazer funcionar o carro que a Google está projetando? Isto é, se a Apple não lançar algo parecido antes.

E para quem tem a certeza de que as máquinas nunca vão conseguir roubar o prazer que vem da beleza e do sabor do caju - ou da castanha de caju -  atenção! Já faz tempo que estão passando pra trás os galãs do sabor. O amendoim, que é muito mais bobo, pequeninho e cascudo, vende um doce no mercado que é o maior sucesso nas festas de casamento. E o nome é cajuzinho.