sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O FUTURO ESTÁ EM SUAS MÃOS


Muita gente ainda não entende por quê o preço do feijão pode subir muito, mesmo depois de uma super safra no ano anterior. A resposta está na armazenagem. As donas de casa sabem que depois de mais ou menos 3 meses o feijão que ainda não foi pra panela endurece, não tem como preparar para consumo. Longe da cozinha não tem muita diferença. Ainda não descobriram uma tecnologia com custo viável para estocar grandes quantidades de feijão. Diferente do arroz, também da soja, do milho e muitos outros grãos que podem ser armazenados por longos períodos.
Comercialmente, o feijão é mais ou menos um smartphone. Não dura na prateleira, porque se passar muito tempo não vale mais nada. A outra semelhança – que serve aqui para o mercado brasileiro – é que caiu no gosto do povão, quase ninguém fica sem.
Nesta curta trajetória do smartphone pela história ele tem se mostrado um fenômeno sem precedentes. Por exemplo, para a indústria de tecnologia de consumo, ele é a grande esperança de 2017. Só ele pode atenuar o impacto daquelas que são consideradas as duas principais incertezas políticas com potencial para impactar a economia: a posse de Trump no governo dos Estados Unidos e o Brexit, o ainda virtual desligamento da Inglaterra da União Europeia. Olha só onde a coisa foi parar!

DO QUE SE TRATA EXATAMENTE

Convenhamos, o que hoje o mercado compra como smartphone não é mais um telefone celular, mas sim o que veio depois dele. Trata-se de um híbrido, talvez um PP – Personal Plataform (a denominação mais adequada já foi usada e ficou velha, senão seria mais pertinente chama-lo de PC – Personal Computer). A indústria do setor tem um jargão emblemático, com um toque até cabalístico: “Os Sete Magníficos” são as tecnologias que mais vendem na atualidade, a saber: tablets, desktops, notebooks, televisores, câmeras, relógios inteligentes e, claro, smartphones. Esse último é capaz de desempenhar as funções de todos os outros, tanto que é quase um predador do resto dessa lista.
No Brasil, dados da Sinditelebrasil, que reúne as operadoras de telefonia, mostram que o uso do smartphone para serviço de dados já empata com o uso para serviço de voz. A comparação foi feita a partir da receita média por usuário, que em setembro/2016 estava em R$ 19,00. Desse valor, 51% foram gastos com serviços de voz e os outros 49% com dados. Em 2011 a proporção era de 80% e 20% e desde então o consumo de dados só cresceu. Não se pode esquecer que, no Brasil, ainda 21% dos aparelhos nem tem capacidade de acesso à banda larga de Internet. Por isso tudo é que o celular, cada vez mais, deve deixar de ser telefone.
Não será por esse motivo que essa máquina vai perder importância. Ao contrário, a previsão de vendas mundiais das tecnologias de uso popular em 2017 aponta para algo em torno de US$ 929 bilhões. É o que diz a ACT, a associação americana de tecnologia de consumo. No ano passado foi maior, chegou a US$ 950 bilhões. A mesma ACT afirma que a queda só não vai ser mais acentuada por causa dos smartphones, cujas vendas devem assinalar mais um crescimento.

ISSO AINDA VAI LONGE

O bom e velho telefone celular chegou ao Brasil ainda analógico e tinha a missão de diminuir de tamanho. Era por conta desse complexo de grandeza que os aparelhos se diferenciavam: quanto menor, mais valorizado. Os preços chegavam a patamares surpreendentes, até que o lendário StarTac, da Motorola, chegou a custar US$ 2 mil por aqui. Tudo porque era o menor, um flip que nem aparecia quando estava no bolso.
Na medida em que foi se popularizando o celular fez nascer novos fabricantes. Um dia virou digital e começou a agregar novas funções, além da mera capacidade de comunicação por voz. Os preços foram se ajustando a faixas mais baixas, o conceito de smartphone surgiu, mas as outras funcionalidades ainda não eram tão práticas. Foi o Iphone que definitivamente marcou o surgimento do sucessor do telefone celular. Agora os preços voltam a subir e a tendência é aumentar de tamanho.
Hoje o sufixo phone é mera tradição. Poderia ser smartvideosmartgame, smarttaxi, smartmap e até smartmoney, dentre outras aplicações. O diretor de estudos de mercado da CTA, Steve Koenig costuma dizer que "o smartphone está no centro do universo do consumidor de tecnologia”. De fato, toda novidade que aparece quer se aproximar do poderoso gadget. Em muitos casos ele está se tornando o painel de operação de outras plataformas, como acontece com vários sistemas IoT.
E pensar que, nem faz tanto tempo, muita gente temia que os computadores dominariam o mundo. Hoje o povo parece estar gostando dessa servidão. Só não percebeu ainda que a antiga ameaça mudou de nome, talvez para dominar mais discretamente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

NÃO CONFUNDA EVOLUÇÃO POLÍTICA COM VOTO ELETRÔNICO


Mais um bonde da história vai passar pelo Brasil e pode não fazer parada. Esse “trem” – “mineiramente” falando, tão grande que é – comercialmente chama-se Internet das Coisas (IoT). São coisas interconectadas que se “entendem”, através de sistemas específicos, para nos dizer, por exemplo, a que horas passa o ônibus de determinada linha no ponto onde estamos aguardando.
Já foi tema de artigos por aqui e provavelmente vai se falar muito mais. Afinal esta área desafia qualquer projeção para o futuro, uma vez que ninguém consegue prever quanto este negócio vai crescer nos próximos dez anos. Uma previsão supera a outra, para maior, em alguns meses.
Pois é, os dados que indicam esse iminente atraso, estão na pesquisa realizada pela IDC para apurar o Índice Qualcomm de Inovação da Sociedade, divulgado no mês passado. O Brasil manteve o mesmo nível do levantamento anterior e IoT é o fator de maior peso no índice. Os organizadores do estudo exaltam os bons projetos brasileiros em diferentes campos de aplicação de IoT, mas concluem que “a execução é restrita e lenta”. Quem sabe bem como as coisas caminham por aqui deve entender melhor esses comentários.

FISCAIS ELETRÔNICOS SÃO INCORRUPTÍVEIS

Os dados que alimentam esses sistemas nem sempre são neutros. No caso do horário dos ônibus passando pelos vários pontos, para funcionar precisa armazenar informações que podem ser usadas na fiscalização do cumprimento de horários e da quantidade de ônibus em cada linha. Uma saia justa para prefeitos que sobem tarifas e pagam subsídios para essas empresas.
Numa situação semelhante, caracterizada como uso de inteligência artificial, o cruzamento de dados mostra a ameaça que esses tipos de sistemas representam para a esperteza oficial. Um deles, produzido de forma colaborativa e independente, analisa o reembolso de despesas dos deputados federais desde o último mês de dezembro. Leva o nome de robô Rosie, inspirado na empregada da série de animação futurista “Os Jetsons”. Só na primeira semana deste ano Rosie apontou quase R$ 380 mil de reembolsos considerados suspeitos.
A fonte principal de dados é a Ceap – Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar que, por força de lei, é publicada na Internet. O sistema cruza os dados com informações de mercado, posições geográficas, agendas, estatutos e destaca as excepcionalidades.
Naquela semana, os 629 reembolsos suspeitos, pagos a 216 deputados, traziam uma inocente nota de R$ 41,00 de um almoço em São Paulo. Nada estranho, se o deputado não tivesse feito um discurso na tribuna da Câmara, em Brasília, a apenas 35 minutos antes de terminar o tal almoço. O reembolso de três refeições no mesmo dia também não seria um exagero, mas duas delas foram feitas no Acre e a terceira no Rio Grande do Sul. O almoço de R$ 170,00 de outro deputado poderia passar tranquilamente, se a nota não fosse de um restaurante onde o quilo da refeição custa R$ 14,00. Todos gastos pequenos, mas que somaram R$ 380 mil só em uma semana. Quanto custaria e que tempo levaria para colocar pessoas fazendo todas essas checagens? Pois Rosie faz isso com uma rapidez impressionante.
Situações como essas mostram por que o cruzamento de dados concretos, como acontece também na Internet das Coisas, acaba sendo um tanto inconveniente para aqueles que teriam a missão de apoiar a tecnologia nacional.

ESTADO INEFICIENTE, PAÍS DEPENDENTE

Um outro estudo, também recente, realizado pelo Brasil e União Europeia, indica que a política pública brasileira para a tecnologia IoT teria como prioridade as cidades inteligentes, produtividade industrial, agricultura e transportes. O estudo, porém, cita entre as “dificuldades inerentes” a qualidade de conexão.
Olha elas aí, gente! Sim, as teles, que mereceram do Congresso, no final de 2016, um singelo pacote de bondades que papai Noel nenhum teria como carregar (ainda bem que foi suspenso a tempo); elas também tiveram, dia desses, o Ministro Kassab como “advogado” de um modelo de cobrança mais remunerador, justamente para as tais das conexões “não confiáveis”. Fiscalizar que é bom, nada.
Mas quem disser que o Governo mal aparece nessas questões está enganado. Com o Fistel, a taxa de fiscalização cobrada para cada dispositivo conectado, a IoT pode se tornar uma mina de tributos. Empresários do segmento acreditam que essa cobrança pode limitar muito o desenvolvimento dessa tecnologia por aqui. A conferir! Por outro lado, cabe destacar que o esforço para a formulação de uma Plano Nacional para IoT, está na fase de consulta pública.
A Internet das Coisas envolve principalmente o desenvolvimento de softwares específicos e, por isso, o Brasil pode avançar muito nessa tecnologia, com recursos próprios. O mercado europeu, que está próximo do Brasil nessa questão, também é pouco explorado por enquanto, o que representa mais oportunidades para tecnologias desenvolvidas aqui.
O que se observa é que, cada vez mais, o desenvolvimento tecnológico vai depender da evolução política da nação. E, ironicamente para nós, evolução política é o que não tem acontecido no país do voto eletrônico.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

UM NOME, UMA HISTÓRIA E O MUNDO DOS NEGÓCIOS


Imagine se o chapéu coco voltasse a estar na moda. Isso pode acontecer a qualquer momento, basta passar pela cabeça de um daqueles grandes nomes do mundo fashion. Logo apareceria num desfile de uma prestigiada Maison e a mídia repercutiria mundialmente. E daí? Você vai sair de chapéu coco na rua no dia seguinte?
A maioria não se sente confortável diante de tantos olhares desconfiados. A gente sabe que tudo é negócio, há muitos interesses por trás de milhões de chapéus nas vitrines do mundo todo. Se a moda não pegar, muitos chapéus já terão virado dólares e muitos cidadãos de bem terão virado mico.
Pois o chapéu coco da vez chama-se Yahoo. A marca, que tem um extenso e glorioso capítulo na história da web vem perdendo muito daquela simpatia e originalidade, para se tornar apenas um cinema mudo trapalhão fora de época. Tanto que em breve deve ser substituída pela marca Altaba, nome bem “chapéu panamá”, cowboy dos mais padronizados.
A questão veio à tona no início da semana, quando a própria empresa enviou um documento regulatório para a SEC, a entidade que na Bolsa de Nova York faz as vezes da Comissão de Valores Mobiliários da Bovespa, aqui no Brasil. Para concretizar a venda de parte da empresa vai ser melhor não associá-la às recentes trapalhadas anunciadas na mídia. Porém, por enquanto, ninguém teve a coragem de dizer que vai jogar o nome Yahoo no lixo. E então, pra onde vai??

CADA MACACO NO SEU GALHO

A última temporada do drama Yahoo começou em 2012, com o capítulo em que a bela – e fera – Marissa Mayer tornou-se CEO da empresa. Muita expectativa... e só. Mais tarde veio a notícia da invasão em 500 mil contas de usuários, depois reconheceram outro vazamento, o dobro do anunciado inicialmente. A Verizon, uma das maiores operadoras de telecomunicações do mundo, tinha anunciado no último mês de julho que iniciara o processo de compra do Yahoo. Ora, mas do que se trata exatamente o Yahoo?
Para o público em geral o Yahoo é um conjunto de serviços na web, como ferramenta de buscas, plataforma de blogs e uma rede de portais bem popular. É aí onde estão “os tombos que a empresa leva” ultimamente. Do outro lado, estão “os drinks que o Yahoo toma”, que incluem 15% de participação na gigante de e-commerce chinesa Alibaba, 35,6% da Yahoo Japan, uma empresa próspera que tem o Softbank no controle acionário e mais alguns investimentos.
A Verizon, portanto, por US$ 4,8 bilhões vai ficar com a rede de portais e com a marca Yahoo. Quer dizer que os que navegam por aqueles bits vão estar agora nos domínios da Verizon. A parte rica é que vai mudar de nome para Altaba, e também de ramo, porque vai se tornar uma empresa de investimento.
Antes que você pergunte por quê a Verizon não se interessou pelo lado rico do Yahoo, é bom saber que a tentativa de negociar a bilionária participação no site Alibaba esbarrou em problemas com o fisco americano. Deve-se considerar também que uma rede de portais na Internet tem tudo a ver com uma operadora de dados móveis, como é o caso da Verizon.

TODA GRANDE HISTÓRIA TEM UMA ESTRELA

Um dado curioso foi a repercussão da saída da CEO Marissa Mayer dos quadros da empresa. Assim como a marca, a exuberante executiva é outro patrimônio do qual ninguém tem coragem de se desfazer, mesmo após alguns revezes. No documento regulatório enviado à SEC o Yahoo fala da redução na diretoria da empresa e o nome da loira é citado entre os egressos. Não precisou de mais pretextos para que a foto dela fosse estampada em quase todas as notícias a respeito da negociação.
Marissa tem um histórico profissional que lhe garantiu destaque em publicações das áreas de negócios e tecnologias. Mas não foi exatamente pelo currículo que ela também já foi capa da Revista Vogue, voltada para o olimpo da moda e da beleza.
Tim Armstrong, CEO do AOL – o primeiro portal de Internet adquirido pela Verizon – já manifestou a simpatia pelo nome de Marissa entre aqueles que vão conduzir o Yahoo “em seu próximo capítulo”. Disse ainda que ambos podem “trabalhar muito bem juntos”. Pela trajetória profissional de Marissa, uma empresa de investimentos, como restará a Altaba, não seria seu habitat natural. Já o Yahoo tem tudo a ver com ela. Até porque a marca não é simplesmente “Yahoo”, mas orgulhosamente “Yahoo!”.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

QUEM NÃO SE COMUNICA... É PORQUE NÃO AGUENTA MAIS


“-Falaí, véi...”
“-E aê, mano. Suave na nave?”
“-De boa! Tá ligado no esquema que rola hoje na Sakê?”
“-Meu, tá com nada a Sakê. Não volto mais lá, as minas mó metidisse. E nem é hoje, foi ontem o esquema lá.”
“-Nada, véi, é hoje. A Cinara me falou. E a Sakê é manero, tu que ainda não atentou pro clima.
...”
Nesse português, digamos, exótico, vai demorar um tempo até um interlocutor entender exatamente do que o outro está falando. Sem contar outros comentários que podem esticar a conversa além do conveniente, pelo menos para um dos dois lados. E foi justamente “conveniência” a principal vantagem relatada por usuários de apps de mensagens – tipo WhatsApp, Facebook e similares – em relação a chamadas de voz. Você pode se comunicar com mais eficiência, sem precisar desviar o foco do que está fazendo.
A comunicação começa a encontrar os limites humanos. Com isso, alguns fenômenos surpreendem quando deixam a teoria para serem observados no mundo real. Há 50 anos a expectativa era por um futuro onde todas as ligações telefônicas fossem de vídeo. Já pensou!? Pra falar com o chefe teria antes que passar no espelho, se arrumar. Imagine se ele resolve atender do banheiro!
Por essas e outras, serviços de mensagens estão entre as apostas nas prospecções de mercados para os próximos anos. Os desenvolvedores vão precisar de criatividade para encontrar novidades capazes de diferenciar seus aplicativos. Exceção para as mensagens entre coisas. No mundo IoT só existe a resposta certa para cada mensagem.

TEM MUITO ASSUNTO PARA ESSAS COISAS

A Internet das Coisas (IoT) é o horizonte mais extenso para quem respira TI. E isso já faz algum tempo. O mercado começa a apresentar produtos mais práticos e menos conceituais, que servem apenas para aumentar o movimento em stands das grandes feiras. O uso já é antigo mas agora, com perspectivas de compartilhamento de espectro, avanços nos smartphones e um nome mais sugestivo, o IoT é o futuro que finalmente está chegando.
Uma tendência é o forte investimento por parte das teles, as operadoras de telefonia. Elas sofreram um forte impacto com aplicativos de mensagens dos mais diversos, depois de vários anos ganhando muito sem fazer quase nada. Pensando bem, elas é que deveriam ter inventado o WhatsApp. Com tanto dinheiro e tão imersas nas tecnologias de comunicação, era só se mexer um pouco que a ideia teria surgido.
Esse pecado elas não querem repetir na Era IoT. Uma das operadoras brasileiras já anunciou um aplicativo de segurança doméstica. Do celular é possível saber até o horário em que cada porta ou janela foi aberta ou fechada, além do acesso a microfones e câmeras, ao vivo ou respectivas gravações. O mesmo princípio deve ser utilizado pela mesma empresa na segurança de automóveis. Tomara que soluções desse tipo façam, pelo menos, calar os alarmes.
São produtos de larga aplicação que já estão nas prateleiras. E muitos mais devem surgir, envolvendo quase tudo que está em uso. Bem “instanciadas”, coisas podem bater longos papos. E resolver muitos problemas enquanto você medita.

SEM LIMITES NO TEMPO OU NO ESPAÇO

Por ter uma perspectiva de aplicações próxima a 360o, o IoT está utilizando estratégias diferentes de desenvolvimento de produtos. Há casos em que as grandes empresas proprietárias estão fazendo parcerias com startups e até com incubadoras de universidades. Afinal, onde encontrar especialistas em todas as coisas? Então, melhor se juntar aos geradores de ideias e conhecimentos pulverizados pelo mercado. É onde estão perdidas as grandes criações.
O Brasil precisa de uma infinidade de soluções que a Internet das Coisas pode prover. Mas é necessário ter os pés no chão. Pensar na “casa inteligente”, onde pode-se ligar o ar condicionado quando estiver chegando, também a luz da garagem e ainda abrir a porta dos fundos, é bonito em filmes americanos. Num país onde poucos lares contam com itens desse tipo, só mesmo os pequenos desenvolvedores vão ter a vivência e a sensibilidade para descobrir os verdadeiros nichos para novas aplicações.
Paralelamente a esses desafios deve-se considerar a necessidade de grandes investimentos em segurança desses sistemas. As coisas falam com qualquer um, caem fácil numa boa conversa. Isso pode representar uma ameaça sem precedentes na privacidade das pessoas em geral.