sexta-feira, 28 de agosto de 2015

OS PROVEDORES INTERNET E A CHANCE DA VOLTA POR CIMA


O ano é 1995. O "cara" a ser seguido não tinha como ter conta no Twitter, nem no Facebook. Mas podia ser identificado pelo cinto, onde ficava agarrado um pequeno aparelho. Tinha uma tela LCD e duas teclas. De repente aquele aparelho soava, tipo 007. Na tela aparecia um número de telefone, o cara ia até o orelhão mais próximo e estava conectado com a base. A tecnologia era conhecida como bip, dependia de uma estrutura grande, centrais de recados que funcionavam 24 horas. Mesmo assim era uma solução, naqueles tempos em que celular era muito caro, não se via nem em novela. Os bips, poucos lembram deles hoje. Já o e-mail, celular, tablet, viabilizaram muitos outros negócios que empregam muita gente.

A tecnologia tem esse dom, transforma rápido a sociedade, as pessoas. Há 50 anos, montar uma emissora de rádio era um investimento e tanto. Hoje, qualquer um pode abrir um site e colocar uma web rádio no ar, até uma web TV. Então por que o seu sonho distante não pode virar verdade em pouco tempo, se uma nova tecnologia viabilizar?

A Lei que regulamenta os SeACs - Serviços de Acesso Condicionado ao audiovisual, como TV a cabo, provedores ISP de acesso à Internet e similares, está em discussão no Supremo Tribunal Federal. E traz um sonho aparentemente distante para os pequenos provedores. Talvez você ainda tenha uma conta deles, porque no começo da Internet o acesso era discado, dependia de um provedor para conectar a conta do Yahoo ou Hotmail. Pois é, a nova lei vai permitir reverter o movimento das operadoras de TV a cabo, que há alguns anos passaram a ser também provedoras de banda larga e faliram vários provedores. Agora, os pequenos ISP vão ter permissão para operarem canais por assinatura. Por enquanto, para a maioria deles parece um sonho distante, porque o modelo padrão de operadoras de TV a cabo é muito caro. E a tal da tecnologia, será que não tem uma solução pra isso?

A VIABILIDADE CIBERNÉTICA


É só mais um desafio de criatividade que os pequenos provedores tem pela frente. A virtualização das redes, ou tecnologia "cloud", pode trazer esses custos atuais - que estão nas nuvens - para níveis troposféricos, aqui em baixo, onde dá pra respirar. Desde que os conteúdos subam para as nuvens, ou seja, fiquem na rede virtual. Em outras palavras, seria a tecnologia OTT como solução. A diferença é que seria um "micro OTT", um produto novo, que vai desafiar a criatividade dos pequenos provedores. Eles não terão como concorrer com todo o conteúdo que o Netflix tem. Mas podem oferecer uma parte, além de produções locais, enfatizar alguns assuntos mais especificamente. A bola está com eles, que façam um bom jogo.

A tecnologia existe. A caixa EiTV smartBox oferece a possibilidade de disponibilizar conteúdo OTT suficiente. Bem administrado, o conteúdo pode ser muito atraente. Além disso, a caixa recebe todos os canais abertos com a mesma qualidade da TV a cabo Full HD, oferece como opção vários games e apps on-line.

Uma pesquisa recente, realizada pela empresa CVA Solutions, apresenta dados que podem ser interpretados como um grande potencial de mercado para os pequenos provedores. Dentre os assinantes de operadoras de TV, 64,2% escolheriam outra operadora se não fosse tão complicado fazer a mudança. No caso da banda larga de Internet 68,5% dos clientes também mudariam. O público apontou as dificuldades contratuais como principal problema. Mas é de se considerar que a falta de opção também deve estar contribuindo para que continuem aceitando serviços precários.

MUITO ALÉM DA TECNOLOGIA


Antes de desistir de uma boa ideia tem que procurar uma solução tecnológica. Haverá situações em que a tecnologia poderá tornar a ideia até mais interessante, reduzir custos, melhorar a qualidade. Em outros casos, pode parecer que não há tecnologia adequada. E é aí onde a melhor orientação técnica é indispensável. Muitas soluções "lindas" podem surgir de um arranjo "Frankenstein": pega um tipo de tecnologia aqui, associa a outra tecnologia dali e, no final, obtém o efeito desejado. Foi usando tecnologia de jogos, associadas a equipamentos fisioterápicos, que se chegou à solução mais eficiente, segura e barata para tratamento de muitos pacientes com determinado tipo de lesão. Não precisou inventar nada, só reorganizar.

Portanto, o que está em jogo é a criatividade. Não só para os pequenos provedores ISP, como para tantas outras mentes inquietas, que tem a capacidade de perceber onde pode surgir um grande negócio. Uma grande ideia não depende de um gênio capaz de inventar tudo que é necessário para coloca-la em prática. Ninguém sabe tudo sobre todas as tecnologias disponíveis. Por isso existem especialistas capazes de sondar as áreas certas, trocar informações com outros especialistas, até montar o "lego" mecânico/cibernético que você precisa. Ainda bem que a criatividade de descobrir grandes negócios nenhuma máquina tem e nunca vai ter. É a chance para pessoas decididas alcançarem o sucesso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O GLAMOUR VIRTUAL DA SET EXPO 2015


Há alguns anos as feiras de tecnologia de televisão causavam ansiedade. Tinha tanta máquina curiosa, diferente, que o ambiente era excitante. Depois da revolução recente que a transmissão digital causou na engenharia de televisão, aqueles equipamentos surpreendentes deixaram de ser novidade, já chegaram aos lares, aos sets de filmagens, fazem parte do cotidiano dos profissionais. O que tem de novo agora é muito técnico, não convém tentar explicar para leigos. Tudo está virando algoritmo e quem não fala essa língua não tem com o que se divertir ali.

Por outro lado, os nativos desse mundo não podem ignorar aquele território do Center Norte, onde vai ser hasteada a bandeira da SET na próxima semana. Engenharia de televisão está se tornando uma área de conhecimento cada vez mais ampla, os avanços tecnológicos são muitos em pouco tempo e nada indica que esse ritmo vai diminuir. Pelo contrário, a tendência é acelerar. As plataformas audiovisuais encontram novas aplicações a cada dia, novos modelos de negócio se estabelecem, gerando altas demandas. E o que é melhor, aqui pra nós, é a oportunidade de nacionalização para o Brasil dessa tecnologia.

Durante a próxima semana, de terça a quinta-feira, a SET Expo 2015 vai trazer todas as alternativas para um momento histórico da TV brasileira: de um lado, o peso de alguns compromissos oficiais, de outro as perspectivas de alívio para os custos das emissoras. O switch off do sinal analógico já aparece no calendário deste ano para algumas praças, por isso as emissoras que ainda não migraram para a transmissão digital não podem mais adiar. Por outro lado, algoritmos do tipo que engolem custos, vão estar em várias partes da feira.

TUDO VAI PRO AR


Algumas tendências observadas na NAB 2015, o maior evento de engenharia de televisão do mundo, realizado abril, em Las Vegas, apontam para a virtualização das emissoras. "Pôr uma emissora no ar" pode se tornar algo muito diferente do que é hoje. Não se trata apenas de pôr a programação no ar, para ser sintonizada pela audiência. A tendência é que muitas máquinas que hoje ocupam salas de acesso restrito passem de uma vez para a nuvem, ou seja, vão "ficar no ar". Sistemas como o MAM - Media Asset Management - trazem para emissoras a facilidade de gerenciar, de um único ponto, conteúdos em vários formatos e padrões, com acesso rápido e seguro para a produção diária. A tendência agora é que esses sistemas migrem para plataformas cloud, com interfaces práticas para operar de qualquer PC.

Seguindo essa tendência a engenharia de software tende a reduzir as tarefas de muitos equipamentos a algoritmos, que ficariam trabalhando nos servidores de grandes bancos de dados, como os da Amazon. Ampliar a produção ou a programação de uma emissora vai passar a ser apenas um contrato com mais demandas junto aos grandes datacenters.

EFICIÊNCIA QUE SÓ A TV BRASILEIRA TEM


Dentro dessa tendência, o estande da EiTV na SET Expo 2015 terá, entre as novidades, mais funcionalidades da EiTV CLOUD. Uma plataforma que não suporta a virtualização de uma emissora, mas já permite operar serviços OTT, sistemas de vídeo on-demand e até transmissões ao vivo. Um dos equipamentos que pode estar associado a EiTV CLOUD é o EiTV smartBox. Ele chega à SET Expo como a primeira caixa de TV com o Ginga C no mercado brasileiro. E esse promete ser uma das estrelas da próxima feira, em 2016.

O Ginga C, que este ano começa a ser distribuído para uma população de 50 milhões de brasileiros, tem potencial para se tornar a nova plataforma comercial e de serviços no Brasil. Ou melhor, como é viável dentro do SBTVD, o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, o Ginga C pode se firmar em boa parte da América do Sul e da África. Esses 50 milhões de brasileiros vão receber o middleware embarcado em um set-top box distribuído gratuitamente, como compensação das teles, que farão o apagão analógico em algumas praças. Para quem quiser adquirir um equipamento no mercado já vai contar com o EiTV smartBox, que é voltado para os desenvolvedores de aplicações Ginga C. Como base de aplicativos, o pacote "Brasil 4D", desenvolvido pela estatal EBC, oferece serviços em bancos federais, cursos profissionalizantes, acesso a diversos serviços públicos, cadastro em bancos de dados para empregos e outras funcionalidades. Mas o mercado tende a produzir muitas outras aplicações para entretenimento, serviços privados e até mais serviços públicos, em níveis estadual e municipal. Tudo isso junto ao lazer predileto do Ocidente, a televisão. Muito provável que as grandes redes acabem "turbinando" o Ginga C com aplicativos voltados para grandes eventos e programas de maior audiência.

A partir de lançamentos desse tipo dá pra pensar na SET Expo 2016 voltando a provocar a mesma sensação de ansiedade das feiras de antigamente. O Ginga C traz de volta a face dócil e atraente da tecnologia para o ambiente da engenharia de televisão, com perspectivas empresariais de grande originalidade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A INCLUSÃO E O DIREITO AO LAZER


O "cidadão padrão" brasileiro, e também americano, passam a maior parte do dia trabalhando. O segundo maior intervalo de tempo diário é dormindo, para atender outra necessidade de sobrevivência, que é o descanso. E o terceiro maior item da agenda é a televisão, o tipo de lazer mais frequente na vida dos adultos dos dois países. Pesquisas recentes indicam que, tanto aqui como nas salas do Tio Sam, a média é de 5 horas diárias de TV. Pode ser bom, pode ser ruim, mas com certeza é indispensável. Já faz anos que o IBGE confirma o aparelho de TV como segundo equipamento doméstico mais presente nos lares brasileiros, perdendo só para o fogão. Geladeira vem depois, na legítima preferência dos brasileiros.

A apologia ao aparelho nesta ocasião é unânime. O que está em questão é o direito de todos poderem optar por assistir à TV ou não. Inclusive os 9,7% de brasileiros que tem algum tipo de deficiência auditiva, também apurados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, do Governo Federal. O Ministério das Comunicações baixou a Portaria 310, em 2006, estabelecendo a obrigatoriedade de "recursos de acessibilidade, para pessoas com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão." Foi um ano antes do lançamento da TV Digital aberta no país. A implantação de todos os recursos de acessibilidade segue um calendário com prazos até 2020, quando tudo que é possível ser feito deverá estar disponível.

Não é apenas um prazo para escalonar investimentos. Muita tecnologia está sendo agregada a esses esforços e algumas novidades estão sendo lançadas aqui no Brasil. Além de melhorar a eficiência e reduzir custos, as tecnologias permitem regionalismos e atualizações frequentes, fazendo da acessibilidade na TV um espaço para novos negócios durante os próximos anos.

TV PARA CEGOS E SURDOS


Quem assiste à TV digital aberta no Brasil tem três opções básicas de som. A principal é a que chega pelo ar, ao ligar o aparelho. A tecla SAP, que traz o som original do filme ou série, também já é bem conhecida. A terceira opção é a audiodescrição. Trata-se da técnica de narração que inclui a descrição de ambientes, expressões faciais e outros detalhes visuais indispensáveis para a compreensão da trama. Por exemplo, num filme policial, se uma pessoa surpreende outra com um golpe pelas costas, o audiodescritor terá narrado essa aproximação do agressor, simultaneamente com o áudio principal. É a técnica para acessibilidade de deficientes visuais ao conteúdo da TV.

Para os deficientes auditivos a tecnologia de inclusão exige imagens, demandando muito mais tecnologia. Só as legendas do closed caption ainda são pouco. No mundo exterior, a comunicação mais comum entre esse público é através da Libras - Língua Brasileira de Sinais. Aquela "janela", onde às vezes aparece o tradutor de libras, vai passar a ser opcional, acionada pelo controle remoto. A novidade principal é que, até 2020, grande parte da programação que for ao ar vai ter tradução disponível na janela de libras e cada telespectador vai decidir se abre na tela ou não. Até o tamanho da janela de tradução poderá ser aumentado ou reduzido.

Uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba, através do LAVID - Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital, vai viabilizar a tradução em Libras a baixo custo e com máxima eficiência. A Libras, mais do que um alfabeto gesticulado, é composta por sinais que representam situações, características, lugares. Esses sinais, chamados de glosas, são movimentos da mão sobre outras partes do corpo. Na pesquisa do Lavid cada glosa está sendo descrita através de animações de avatares, que são desenhos da figura humana. Até 2016 devem estar descritas 10 mil glosas. Como existem muitos regionalismos, o projeto é aberto. Quem quiser pode sugerir novas glosas, que vão ser avaliadas por um grupo de controle, para incluir definitivamente na base de regras da tradução.

É DIFÍCIL, MAS É POSSÍVEL


Mesmo quem não é do ramo já pode imaginar o trabalho que tudo isso demanda. A pesquisa foi financiada pelo Ministério do Planejamento, pela RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e pela Hitachi Linear. A normatização para padronizar os sistemas de transmissão e recepção teve o apoio da Rede Globo e da EiTV.

De acordo com essa normatização, a memória de cada receptor deverá ter todo o dicionário de glosas gravado, incluindo os regionalismos de cada localidade. Esse conteúdo pode ser previamente enviado pelas emissoras da região ou baixado de outras fontes da Internet. O sistema traduz a partir de frases escritas em português. Dessa forma, a simples transmissão de frases escritas, pode ser traduzida em cada receptor, de acordo com os hábitos regionais no uso da Libras. A transmissão da tradução humana, gravada em vídeo, também poderá ser veiculada em todo o território nacional.

Sem a tecnologia de TV digital, nada disso seria possível. Muitas outras alternativas são possíveis e, a cada ano, essas possibilidades aumentam. A TV digital disponibiliza um conjunto de ferramentas cada vez maior, para a construção das soluções mais inusitadas. Um desafio para a criatividade dos profissionais da área e muitos benefícios a mais para agregar ao lazer mais popular do Ocidente.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CONGRESSO DA ABTA DEBATE LIMITES DE TRIBUTAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO GOVERNAMENTAL


A cadeia alimentar dos empreendedores está ganhando um novo predador. E a maneira que os empreendedores estão encontrando para enfrenta-lo é justamente através de um antigo mutualismo, do qual viviam reclamando. A conversa nesse tom ecológico é uma tentativa de entender detalhes aparentemente absurdos do mundo dos negócios, principalmente envolvendo empresas tecnológicas. Algo que, comparado ao que acontecia há 30 anos, não teria a mínima lógica.

Vamos considerar uma empresa tecnológica dos anos 80, por exemplo, as antigas subsidiárias da Telebrás, como Telesp, Telerj, Telemig, e tantas outras. Os avanços da ciência nas comunicações eram sempre boas notícias. Por exemplo, as centrais telefônicas digitais, que reduziram em mais de 10 vezes a área necessária para instalação. Reduziram também os custos de manutenção, o consumo de energia, agregaram mais serviços. Reduziram bruscamente as despesas e aumentaram a receita. Viva a tecnologia, é tudo de bom!

Foi assim até que o avanço nas telecomunicações chegou ao telefone celular. Há quanto tempo você não usa o fixo da sua casa? Ou melhor, ainda tem telefone fixo por lá? Então, se a Telebrás ainda vendesse serviço de telefonia fixa, provavelmente estaria quebrando. A tecnologia, que era a grande aliada, hoje é a predadora de vários empreendimentos. Foi o que se viu nesta semana na Feira da ABTA - Associação Brasileira de TV por Assinatura. Várias alternativas tecnológicas apresentadas tem potencial para contribuir muito com o setor. Porém, no que diz respeito à tecnologia OTT - Over The Top, que é utilizada pelo Netflix, a sensação é de um perigoso predador pelo caminho.

A TECNOLOGIA VAI E O IMPOSTO FICA


O "mutuário" do qual os empreendedores reclamavam e que agora é visto como uma potencial defesa é o governo. É dele que as operadoras esperam medidas para enfrentar o OTT. Querem uma regulamentação que permita aos canais pagos concorrerem com os produtos do Netflix. Os canais pagos recolhem, dentre outros impostos, o Fistel, cujo aumento ainda não foi anunciado pelo Governo, mas pode chegar a 189%, segundo fontes do setor. O ICMS, recolhido em favor dos estados, teve aumentos na faixa de 50% em algumas praças, e tende a se repetir em outras. Isso sem falar em outras obrigações, como o carregamento de todos os canais abertos (must carry), que pode exigir investimentos milionários por parte das operadoras. O OTT passa por cima de tudo isso, recebe no caixa aqui e entrega o conteúdo ali, simples assim. Por isso, durante a ABTA 2015, a interferência fiscal e regulatória do Governo esteve no centro das atenções.

As mudanças tecnológicas mais marcantes estão sendo na base do OTT, passando por cima inclusive da regulação. É o que se vê no caso da Uber. Os taxistas ficaram muito felizes no tempo da injeção eletrônica, que reduziu o consumo, nem precisava mais esquentar o carro. O GPS já deixou os mais espertos insatisfeitos, porque não deu mais pra ficar procurando nomes de rua com o cliente a bordo. Veio o Uber e ignorou todas as regras, sem ponto, sem pintura especial, foi direto ao assunto.

NÃO PRECISA TEMER O FUTURO


Mesmo assim, a tecnologia ainda continua socorrendo a todos. Os serviços everywhere permitem que o assinante tenha a TV por assinatura também no celular, no tablet e em qualquer outra plataforma digital. Tem até extensões exclusivas para dispositivos móveis das crianças, com programação própria para elas. Os usuários também podem acessar filmes, noticiários e séries exibidos em horários ou dias anteriores, através do serviço catch up. Isso sem contar as próprias plataformas OTT das operadoras, que permitem a experiência da TV não linear aos seus assinantes.

A distribuição de som e imagem pelas vias digitais está avançando em várias frentes. Por isso a Feira da ABTA 2015 abriu espaço também para produtos e serviços na área de TV digital aberta. No estande da ST Microelectronics foi possível conhecer alguns detalhes da caixa conversora digital que será fornecida para as famílias do Bolsa Família no processo de desligamento da TV analógica que se inicia em dezembro próximo. Eis aí uma outra tecnologia que deve representar uma forte concorrente dos serviços de TV por assinatura nos próximos anos: a própria TV digital aberta, pelo avanço que está conseguindo aqui no Brasil.