sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ELES SÃO ESSENCIAIS À VIDA


Quando o homem veio ao mundo ele demorou pra se dar conta do quanto dependia de algumas coisas da natureza. Como o ar e a água, por exemplo. São tão indispensáveis à vida que a disponibilidade é quase absoluta. É o que torna tão acessível a qualquer um, o valor dessas riquezas imprescindíveis. Sem elas, só se pode pensar no caos, por isso tem que estar por toda parte.

Eis que o Século XXI chega com mais um desses bens onipresentes, indispensável à vida. É a "tela", o metro quadrado mais precioso do mundo! O mais incrível é que se trata do lugar mais barato e acessível que se pode imaginar. Lá encontra-se a paisagem e o retrato, o vídeo e o áudio, o professor e o livro, o hoje e ontem, amanhã e depois, o aqui e acolá, e também eu, tu, ele, ou nós, vós, eles. Tá tudo lá.

A fase mais aguda do nível tela, na escala evolutiva da humanidade, começou a partir de uma brincadeira chamada Youtube. As máquinas de captação audiovisual, que são as câmeras, já existiam em profusão pelo planeta. Daí só precisa gravar e colocar lá, na tela. O caminho era o Youtube. Agora os caminhos são muitos outros. Na verdade, aparecem muitos a cada dia, sob o domínio de pessoas e organizações. A tela está acessível a quem quiser. A tecnologia permite postar qualquer coisa, em áudio e vídeo, para todos ou apenas para quem for escolhido. E isso diz respeito a todo tipo de empreendimento, dos mais lucrativos aos mais puros e idealistas. Quem usa um pouco de imaginação logo vê como as telas mundo afora podem resolver problemas.


ONDE ISSO VAI PARAR


As soluções implementadas a partir de canais privativos de vídeo estão longe de encontrar um limite. Transformam o inimaginável em realidade. Multinacionais ou microempresas criam canais de treinamento, de vendas, compartilham soluções, empreendem campanhas. E podem também criar canais específicos em pontos de venda para atender consumidores ou parceiros comerciais. Criam alternativas tão exclusivas que fica difícil catalogar tudo que já foi resolvido através desses canais privativos.

Inventar ou implementar as soluções mais surpreendentes é o desafio que algumas empresas especializadas em TV digital estão assumindo no Brasil. São empresas que conseguem visualizar, em qualquer situação, onde uma câmera e uma tela podem ser usadas como ferramentas de transformação e/ou conservação. E ainda sabem como manipular as imagens, dota-las de outros recursos, coloca-las para interagir com usuários de várias categorias. Esse já é um outro passo na evolução do uso das telas. Com conteúdos cada vez mais diversificados, cada vez maiores, para usuários de várias categorias, é indispensável contar com ferramentas de gestão desses conteúdos. Assim eles vão se tornar mais preciosos ainda.


É COMO ESTAR NAS NUVENS


A EiTV tem experiência no desenvolvimento e implementação de vários projetos desse tipo. E agora criou o EiTV Cloud, que oferece canais privativos hospedados no ambiente de nuvem. É a maneira mais prática e econômica de começar a utilizar esse recurso, que a cada dia passa a ser mais importante mais essencial na vida das organizações. Daqui a algum tempo, para algumas empresas o canal privativo pode se tornar algo tão indispensável como o telefone.

Com a massificação da Internet 4G no Brasil esses canais vão ganhar importância muito maior. Quem já estiver preparado pode viver um salto de crescimento do dia para a noite. Por isso as empresas de todos os portes já estão antecipando a adequação de seus negócios às possibilidades criadas pelos canais privativos.

A EiTV está investindo numa alternativa muito especial para as organizações que estão implantando canais privativos. É a sintonia desses canais através da EiTV smartBox. Com isso, vai ser possível levar o sinal dos canais privativos do EiTV Cloud para qualquer aparelho de TV, em qualquer lugar do Brasil. Vai ser possível distribuir conteúdo aberto para qualquer cliente, cadastrado ou não, e também poderão ser cadastrados usuários para acessar conteúdos exclusivos. A sua organização já pode estar presente em qualquer lugar, a qualquer hora, para todos ou para cada uma das pessoas que você escolher.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A DISTÂNCIA DO CONTEÚDO


Houve um tempo em que a televisão era uma caixa totalmente fechada. O que aparecia na tela era enviado por um número limitado de emissoras, sobre as quais o telespectador não tinha nenhuma interferência direta. O conteúdo era inviolável. Depois de ligar o aparelho, o máximo que você poderia fazer era escolher um, entre meia dúzia de canais.

Uma realidade que criou situações inusitadas. O tio e a tia chegaram de viagem do Exterior e trouxeram de lá muitos slides. A sala toda desarrumada pra montar o projetor e a gente achava o máximo do automático aquelas trocas das imagens, sem que ninguém precisasse colocar as mãos. Quando era coisa muito importante mesmo, vinha gravado em super-8. O projetor parecia uma tecnologia tão espetacular para o ambiente que, depois do primeiro filme, olhava-se mais para a máquina do que para a tela - normalmente improvisada num lençol da casa.

Veio a TV a cabo, a programação "lacrada" da TV foi ficando mais democrática, até que chegou o vídeo cassete e compartilhou aquela tela quase sagrada com a programação doméstica, o vídeo do casamento, do aniversário do netinho, da viagem dos tios. Um longo salto tecnológico, num curto espaço de tempo, e chegam as smartTVs. Mais do que isso, chegaram as "caixas" e OTTs, que criaram a "TV não linear". É a TV que não segue uma linha de programação, ela exibe o que você escolhe. Hoje, os serviços OTT, como a Netflix, representam a maior ameaça contra as grandes distribuidoras de sinal a cabo. Pode ser o fim!


SIMPLICIDADE É O SEGREDO


A denominação OTT pode parecer narcisista: "Over The Top", sobre o topo, numa tradução livre. Mas, eletronicamente, alguns engenheiros entendem que o significado é bem o contrário. Porque faz referência a um sinal que não exige qualquer aplicação, vai direto da Internet para a exibição ou para o arquivo onde se quer armazenar. Se passa sobre o topo ou por baixo, tanto faz, a questão é que o acesso é direto à fonte do conteúdo, sem exigir aplicação específica.

Essa simplicidade era exatamente o que Apple, Roku, Amazon, Google e algumas outras buscam com as suas "caixas", na verdade, os set-top boxes que estão vendendo no mercado, para rodar streamings de vídeo. Nos países ricos, onde os telespectadores são escravos das grandes operadoras de TV a cabo, as caixas já representam um grito de liberdade. Mas os sistemas OTT, usando simplesmente o streaming da Internet, levaram a simplicidade de conexão e operação ao limite.


SOLUÇÃO BRASILEIRA


O Brasil já teve uma onda de TV a cabo que refluiu. Agora uma nova onda está aparecendo, na cola das novas tecnologias de TV e dos novos hábitos sociais. Mas ainda somos o maior país do mundo onde a TV aberta domina. E é justamente por causa dessas peculiaridades brasileiras que a EiTV desenvolveu um equipamento sob medida: a EiTV smartBox, a caixa inteligente. Uma solução que deve permanecer por um bom tempo, porque atende várias tendências num mesmo equipamento.

A smartBox é capaz de sintonizar todos os canais digitais com perfeição de detalhes e ainda tem um portal OTT exclusivo, incluindo vídeos e aplicativos de jogos e serviços. Tem até uma especificidade profissional, voltada para desenvolvedores Ginga. Ele permite que aplicativos Ginga, para os mais diversos usos, sejam desenvolvidos e testados, utilizando unicamente uma TV comum conectada à smartBox.

A distância entre o gerador de qualquer conteúdo e uma tela de TV não existe mais para a EiTV. As possibilidades digitais já mostraram o que podem e agora estão a desafiar os produtores de conteúdo, os profissionais de mídia, de treinamento, marketing e até os de saúde, de construção. Agora as verdadeiras "antenas", que captam qualquer conteúdo, são os especialistas em TV digital. Tudo pode passar pela TV, desde que você procure o profissional certo para desenvolver as formas de divulgar seu conteúdo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

OS SENTIDOS FÍSICOS SE COMPLETAM


No começo, todo mundo entendeu. Nas salas de exibição do início do século passado as imagens animadas na tela, reproduzindo ambientes e pessoas reais, fizeram todos perderem a fala. A admiração era tanta que nem precisava ouvir o que os personagens diziam. A trilha sonora musical já era suficiente para chamar aquele milagre tecnológico de audiovisual.

Atualmente essa possibilidade é tão inaceitável que precisa até apelar para o resgate de relatos históricos. Nos dias de hoje, mesmo que o telespectador tenha alguma dificuldade para receber a parte audível da mensagem, uma alternativa tem que ser apresentada. O closed caption está incluindo no espaço televisivo milhões de telespectadores pelo mundo. No Brasil é um direito garantido a todo cidadão, pelo menos durante dois terços da programação diária das emissoras.

Por enquanto, a portaria 310 do Ministério das Comunicações exige que cada emissora garanta pelo menos 16 horas da grade com closed caption, entre as seis da manhã até às duas da madrugada. Esse percentual da programação com closed caption cresce gradativamente até atingir 100%, em 2017. Para as grandes redes, que geram o closed caption há algum tempo, o aumento recente da exigência pouco foi percebido. Mas, para a imensa maioria das emissoras, afiliadas que geram pequena parte do que vai ao ar, acrescentando à programação das redes, a experiência de geração de closed caption está surgindo agora. Durante algumas horas do dia elas são obrigadas a gerar o closed caption na programação local, para completar o total de horas exigidas pela lei. Isso tem obrigado a uma série de mudanças, dependendo da tecnologia que utilizam.

O que existe de mais eficiente no momento é a estenotipia. Através de um teclado simplificado, o operador digita em alta velocidade tudo que escuta da programação que entra no ar. Eletronicamente os caracteres digitados são inseridos na tela, o que inclui as legendas das falas e de outros efeitos sonoros, como músicas, ruídos do ambiente, etc. A questão é que um bom estenotipista precisa praticar durante muitos anos para chegar aos níveis de qualidade máximos. E só pode trabalhar durante algumas horas do dia, devendo revezar com outros operadores do mesmo nível. A rara disponibilidade desses profissionais no mercado torna proibitiva a contratação de uma equipe para atender uma emissora com faturamento regional.

A outra alternativa passa a ser a utilização de softwares para reconhecimento de voz. Os sistemas mais eficientes exigem o cadastramento, em perfis separados, de cada voz que fará transcrições. Uma vez cadastrada, uma voz deve repetir tudo que é falado durante a programação para que o sistema faça a transcrição, a inclusão de outros caracteres e insira nas imagens que vão para o ar. A terceira alternativa são os sistemas que reconhecem qualquer voz e fazem a transcrição diretamente porém, o nível de acerto não atende as especificações de muitos clientes.

As emissoras começaram a viver dias difíceis em função da nova exigência legal. São necessários novos equipamentos, manutenção específica, profissionais com perfil específico e espaço físico para instalar. Sem esquecer que, até junho de 2017, toda a programação deve contar com o closed caption, o que já coloca, desde já, a necessidade de ampliação da estrutura, escala de narradores e outros cuidados técnicos e legais. Foi a partir dessa realidade que uma solução surpreendente foi criada: a prestação integral do serviço remoto.

Quando os engenheiros da EiTV desenvolveram a solução, enfrentaram como principal desafio o delay para recebimento da programação e envio dos caracteres a serem inseridos no closed caption. A dificuldade foi logo superada, a ponto da EiTV ter alcançado o melhor desempenho, em nível nacional, na avaliação para a TV Câmara Federal, em Brasília. A comparação vale entre as concorrentes que utilizavam tecnologia de reconhecimento de voz.

O sistema da EiTV permite que emissoras disponham do serviço, praticamente, de um dia para o outro. Sem precisar adquirir equipamentos, selecionar e treinar profissionais, fazer contratações. A central de closed caption da EiTV faz a conexão com a emissora e entrega o serviço diretamente aos telespectadores. Daqui em diante fica fácil tornar acessível a qualquer cidadão não apenas os filmes de Charles Chaplin, mas também os clássicos de Ingmar Bergman, o Diretor de Cinema que ficou conhecido pelos extensos e detalhados roteiros de seus filmes.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

UMA DECISÃO ACERTADA



A consolidação da TV Digital na América do Sul começa a revelar um acerto histórico do Brasil no setor. Quando grupos técnicos e científicos locais consultados pelo governo sugeriram o sistema japonês (ISDB-tb), com as adaptações brasileiras - incluindo o middlleware Ginga - eles estavam traçando um rumo estratégico para todo o continente. Além de dotar da melhor qualidade técnica esse serviço público tão essencial, o Brasil estava abrindo um espaço integrado para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Este foi o cenário evidente durante a feira argentina do setor, a Caper, realizada nos três últimos dias de outubro. A cada edição da feira percebe-se que o SBTVD está se tornando, cada vez mais, um sistema sul-americano. E este é o endosso mais inquestionável da decisão tomada há quase dez anos aqui no Brasil. Durante a Caper, houve uma movimentação de clientes brasileiros tentando conhecer o que os engenheiros argentinos já desenvolveram, com o Ginga, para "interatividade cidadã". É que a TV digital oferece perspectivas de interação entre usuários e canais de Internet, utilizando apenas o controle remoto. Isso permite que governos desenvolvam plataformas para serviços públicos on-line, como marcação de consultas médicas na rede pública, matrículas escolares, informações sobre recolhimentos trabalhistas, dentre outros. Nesse sentido, a TV estatal argentina já caminhou mais do que o Brasil e agora oferece alternativas para iniciativas semelhantes aqui. Sinal de que, mesmo sendo criadores do sistema, os brasileiros podem contar com apoio no continente para o desenvolvimento de inovações.

Aliás, tudo isso está muito integrado a uma realidade sócio econômica. Nos países mais desenvolvidos a "segunda tela", em tablets e smartphones, acabou aumentando as possibilidades de interatividade com a TV. Microcomputadores são muito mais presentes nas casas e a banda larga de Internet está praticamente universalizada. Do lado de baixo do Equador é tudo muito diferente. A possibilidade de transformar um simples aparelho de TV num terminal de acesso a Internet - adaptando apenas um set-top box - é uma preciosa alternativa. Tanto que a estatal EBC - Empresa Brasil de Comunicação, tenta implantar o "Programa 4D", voltado para atendimento de famílias de baixa renda.

Além de ser o organizador do sistema de TV digital, o Brasil tem a particularidade de ser o único país da América do Sul onde o idioma é o português, e não o espanhol. Isso faz com que a Caper, em solo portenho, deixe mais à vontade boa parte dos técnicos de países vizinhos. Um termômetro mais fiel da onda digital na engenharia de televisão sul-americana. O sinal "quadrado" já cobre todos os países da região com a tecnologia adotada pelo Brasil - exceção da Colômbia e do Panamá, que adotaram o sistema europeu (DVB). Porém, na maioria dos países do continente, o sinal digital ainda não está universalizado. Em alguns casos, só as TVs estatais já adotaram. Por isso, o cenário é semelhante ao que vivia o Brasil há 5 anos ou mais. Isso significa que há muito a ser feito no setor. Tanto no que diz respeito ao suprimento de equipamentos para implantação do sinal, como no desenvolvimento de sistemas de interação social baseados em aparelhos de TV.

A televisão, depois da tecnologia digital, passou a ser um nicho específico de desenvolvimento e pesquisa. Com a especial vantagem de que essas possibilidades acontecem nos mais diversos níveis, acolhendo diversos gradientes de desenvolvimento. A importância das soluções encontradas pode ser maior mesmo nos níveis mais modestos de pesquisas. Por isso, eventos como a Caper, como a Feira da SET aqui no Brasil, devem ganhar mais importância a cada nova edição.

Numa visão mais regional, uma certa concorrência entre governos pode ser muito útil a essas pesquisas. Por exemplo, no caso do programa 4D. É visível o desinteresse do núcleo do governo brasileiro pela implementação do programa no nível em que está sendo proposto pela EBC. Mas, o desconforto de ver técnicos brasileiros buscando soluções argentinas, baseadas num sistema desenvolvido aqui, coloca as autoridades locais em cheque. Os custos e a eficiência desses sistemas de interatividade cidadã podem ser um diferencial eleitoral para governos sul americanos. Clientes governamentais passam a ser importantes para projetos de empresas de tecnologia de TV baseados no sistema brasileiro, o SBTVD.