VACINAS VIRTUAIS QUE ATENUAM A PANDEMIA


Está chegando a hora da polêmica. Depois de um ano ouvindo todo mundo dizer que home office é a melhor coisa que existe, que o ensino a distância (EAD) é fantástico... claro que senões e até contestações começam a aparecer. Primeiro porque essas afirmações apaixonadas estão na mídia, onde a polêmica é o grande combustível. E também pela escala de experiências do tipo no último ano, o que torna visível as falhas, antes imperceptíveis.

Para qualificar o debate precisa saber do que estamos falando. O risco do ambiente de trabalho é muito grande para você? Então pega seu notebook e leva pra casa. De lá você entrega tudo que faz rotineiramente na empresa. Sim, ainda hoje, essa esticada na corda funcional é chamada home office. Porém, se as aulas simplesmente acontecem via plataforma de videoconferência tipo Skype, Teams, Zoom, Meets, Webex e similares, não. Isso não é necessariamente EAD. O que aconteceu, por força da pandemia, foi um fenômeno surpreendente, é verdade. Que precisa ser claramente situado. Ensino a distância tem uma metodologia própria, que utiliza áudio e vídeo para passar conteúdo de aprendizado, de forma que a presença do professor não seja necessária o tempo todo.

Os riscos de um mundo pandêmico fez migrar todo o possível para o mundo cibernético, o virtual, digitalizado. Lá – ou melhor, aqui – as possibilidades de “contaminação” são outras, caras, mas sem letalidade. Por exemplo, o trabalho conectado de casa, no sistema da empresa, tem trazido sérios riscos de segurança para os servidores de redes. Já as aulas, mais comum é serem contaminadas pela nova série do Netflix, pelo TikTok ou pelo videogame.

O fenômeno surpreendente foi constatado em pesquisa realizada pela Catho Educação, entre março e abril do ano passado. As matrículas em cursos de educação a distância aumentaram 70% naquele período (isso não inclui as aulas on line que estão acontecendo de arrasto). Ou seja, no momento em que, compulsoriamente, você é jogado no mundo que passa por aquela tela, se apaixona! Em princípio, a reação de aversão é que seria mais provável. Afinal, foi algo forçado, sem escolha. No entanto, aconteceu como aquela criança que, ao ser deixada pela primeira vez na escola, chora, e faz a mãe voltar. Uma semana depois, passa a amar a escola. O medo era daquilo que não conhecia. No caso do EAD, depois de aceitar que a rotina de estudo passaria a ser pela tela, muita gente perdeu o receio. Mais do que gostou, preferiu.

Isso não foi uma solução. Ao contrário, surgiu mais um grande desafio. A ergonomia nesse novo ambiente demanda soluções mentais. Algo que consiga harmonizar o pensamento, nos casos em que isso não acontece espontaneamente. Na escala em que o EAD está crescendo, uma grande parte dos usuários não está conseguindo ser atendida. Pois, como tudo que envolve educação e ensino, não acontece do mesmo jeito para todos. A abordagem mais genérica, encaixada na metodologia EAD mais básica, não atende a todos. Alguns conteúdos vão exigir novas ferramentas de ensino.

A solução, portanto, vem por meio de algoritmos. Começa por um amplo conhecimento das metodologias EAD, combinando com técnicas didáticas baseadas nas potencialidades da tecnologia da informação. Daí surgem novas ferramentas de ensino, que cada instituição pode disponibilizar em opções, para cada aluno adaptar ao seu perfil. Além dessas, novas ferramentas podem ser desenvolvidas a partir da necessidade que uma instituição apresente.

Essa tecnologia exige muito dos desenvolvedores. Na verdade, um blend tecnológico integrado num único sistema. Os recursos da nuvem para armazenamento e gestão de arquivos audiovisuais agregaram novas possibilidades. Racionalizam usos e custos, rendem mais agilidade e abrangência. Cada instituição escolhe como quer personalizar todo o ambiente virtual. Paga pelos arquivos que insere, equilibrando os gastos de acordo com a necessidade de cada mês. Os relatórios oferecem controle de tudo, quais arquivos são gratuitos, quais são pagos, a que horas cada aluno acessou, quanto tempo ficou. O sistema de pagamentos, ordens de liberação de arquivos, limitação de tempo de acesso (provas) ou não, tudo automático, de acordo com o que o administrador configura. Basta acessar o sistema de um terminal, fixo ou móvel, usando a senha de acesso.

É assim a plataforma EiTV CLOUD. Uma conquista que exigiu um trabalho multidisciplinar ao longo de anos, para alcançar uma solução completa. Muito simples no uso, extremamente eficiente na gestão e no desempenho didático. Não é uma vacina, mas tornou-se uma das soluções para este momento de pandemia.

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