COMO SERIA A NAB SHOW 2020



Se faltava algum exemplo claro do que significa “viralizar”, não é mais o caso. Basta observar quanta coisa viralizou, no sentido mais literal, bem antes de viralizar na conotação mais popular. Como as Olimpíadas de Tokyo, por exemplo, viralizadas.

A NAB Show, principal evento do mundo para as tecnologias de mídia e entretenimento, iria começar neste domingo, em Las Vegas, mas o novo coronavírus cassou o alvará, viralizou. Pela importância do evento, neste especial momento do setor, o que poderia estar rolando por ali? O histórico dessa tradicional festa ajuda a entender o tapete de ovos a que chegamos. A associação das emissoras de TV americanas, ou National American Broadcast – NAB, criou o evento há mais de 50 anos como vitrine mundial da tecnologia de televisão. Continua sendo. Mas, depois da TV digital, a convergência com outras tecnologias ampliou o espectro da NAB Show, tanto na feira como no congresso.

Esses dois mundos, o broadcast das emissoras e o broadband da Internet, se estranharam por algum tempo como um cachorrinho que encontra um espelho. De súbito ele se assusta, reage como quem se sente ameaçado por aquele cãozinho que lhe olha bem no fundo dos olhos. Com o tempo ele tende a perceber que se trata de algo à sua imagem e semelhança. É o que vem acontecendo nos últimos anos, tendo sempre a NAB Show como ocasião presencial para consolidar parcerias, avaliar perspectivas, amansar os ânimos, abraços, apertos de mão – esses últimos, agora, contraindicados.

Entre os sectaristas há quem discuta até o espaço da TV aberta no espectro eletromagnético. Querem tirar do ar as emissoras para dar mais espaço para o sinal de celulares e banda larga móvel. Coisa desnecessária, já resolvida com mais eficiência na compressão de dados. E agora um fato novo chega para clarear mais ensolaradamente a importância que a TV está acrescentando ao mundo hiper conectado. A pandemia, ao tomar bruscamente a atenção de todo o planeta, fez o povo correr para frente do bom e renovado televisor. Em meio à profusão de informações na Internet, por todos os seus meandros, a seriedade do assunto expôs a relevância do fator “credibilidade”. É nessas horas que o profissionalismo televisivo mostra a agilidade, a relação avançada com as mais diversas fontes, a capacidade para prospectar novos contatos. Sem nunca descuidar do peso – de cada palavra. E da altura – no tom de abordagem a cada momento. Se acham que o mundo será outro depois disso tudo, desde já, se confirma para a próxima edição da NAB Show, ainda sem data.

A EiTV, enquanto startup gestada nesse caldo de cultura tecnológica, estava pronta para marcar presença em todas as rodas da feira. Começando pela ferramenta símbolo dessa convergência que é a implementação Ginga-D, mais conhecido como DTVPlay. O middleware do SBTVD, consagrado internacionalmente como o melhor do mundo, em sua última versão materializa a harmonia do sinal broadcast com o sinal broadband. Em resumo, ele viabiliza a TV conectada, ou TV híbrida ou ainda TV 3.0. Isso significa ter num mesmo aparelho, com um único controle remoto, qualidade de imagem 4K, som imersivo, serviço OTT, interação com canais de compra, todos os recursos da Internet e ainda, a programação randomizada de chamadas publicitárias. Cada televisor recebe, nos intervalos comerciais, os anúncios de interesse de quem assiste àquele aparelho, conforme perfil apurado. Toda a linha de produtos da EiTV para TV digital está preparada para trabalhar com o DTVPlay.

Isso inclui, por exemplo, o MultiCC, que gera legendas de closed caption automaticamente, a partir do áudio que chega pelo SBTVD ou pelo DVB. O equipamento faz parte da linha de produtos voltados para o atendimento de exigências legais especificadas nas normas oficiais. A EiTV acompanha a implantação da TV Digital na América do Sul desde o início. E constatou que a troca de sistemas já está bastante avançada. Por isso, os equipamentos para conversão de sinal agora têm menos demanda. A prioridade é essa linha de produtos que aprimoram funcionalidades do sistema.

O EiTV Inspector faz parte desse pacote. O equipamento permite avaliar a qualidade do sinal que chega onde o televisor está instalado. Agora, com um único equipamento, é possível monitorar o sinal de vários receptores, abrindo vários fluxos simultaneamente.

A plataforma EiTV CLOUD, que gerencia arquivos audiovisuais na nuvem, está conquistando mais espaço ainda no segmento broadband. Trata-se de um serviço, contratado de acordo com o volume de dados que o cliente movimenta, para distribuição de vários tipos de conteúdo em vídeo. Por meio de aplicativos personalizados, para smartphones, tablets ou notebooks, os vídeos podem ser exibidos para pessoas autorizadas, ou mesmo de forma aberta. Tudo pode ser monitorado e programado pelo administrador do sistema. Importante ferramenta para comunicação, reciclagem, integração, ou mesmo para colocar no ar um sistema EAD. Nas últimas semanas, tornou-se uma solução imediata e bem em conta para escolas particulares nesses tempos de isolamento social.

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