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Mostrando postagens de Junho, 2018

INDÚSTRIA DA TECNOLOGIA E DE ANORMALIDADES

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Numa hipótese ilustrativa, considere que o Real Madrid, clube campeão do mundo de futebol, anunciasse uma data para apresentar sua última contratação. E que ninguém soubesse se seria um jogador, novo técnico, um diretor de futebol ou outro profissional dos gramados. Chegado o dia, a contratação apresentada: LeBron James, atual número um na liga de basquete americana. A única certeza possível seria de que uma grande mudança estaria acontecendo no Real Madrid. Pois é o que deve estar acontecendo com a Apple. Ao anunciar a contratação de Oprah Winfrey, a principal apresentadora de TV dos Estados Unidos, a Apple não deve estar pensando em seus circuitos ou sistemas operacionais. O serviço de streaming seria o novo horizonte. A Apple Music, que segundo o site UOL, já teria 40 milhões de usuários em 115 países, vai ser a grande conexão da empresa com potenciais clientes de conteúdo em vídeo. A plataforma, criada originalmente para concorrer dentro no mercado de músi

SUA SAÚDE E O SEU CELULAR

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“-O médico está no telefone.” O que já foi um aviso corriqueiro da telefonista no passado, hoje está conquistando ares de profecia. Questões de regência nominal à parte, também não deve ser exatamente o médico no telefone, mas o app apropriado. As maiores empresas de TI do mundo estão investindo pesadamente no segmento de saúde, por motivos óbvios. Um estudo recente realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC – Brasil), indica que cerca de 70% dos brasileiros não contam com plano de saúde. No mesmo estudo apurou-se que 56% dos entrevistados acham que a saúde pública está piorando. Por esses números já é possível ter uma ideia do mercado gigantesco para esses aplicativos e respectivos serviços, só no Brasil. A capacidade de processamento crescente dos celulares, os recursos agregados e a grande disponibilidade para conectar outros sensores ao aparelho, tornam nossa CPU de bolso uma poten

AS MACRO ESTRUTURAS CRESCEM NA REDE

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Para o lado mais sério do mundo a grande invenção humana foi a roda. Mas, para o lado mais divertido do cérebro, foi a bola. A revolução diametral que, no idioma falado, seria uma coisa muito diferente, na lógica geométrica quer dizer que a roda e a bola são quase a mesma coisa. E assim a Fórmula 1 fica bem próxima de futebol, é tudo esporte e tá redondo. Não é porque começou a Copa da Rússia que bola aqui é futebol, porque na verdade futebol é que é bola (isso me lembra alguém...). Assim como basquete é bola, vôlei também é, assim como o tênis, o ping pong, baseball, golfe, até sinuca. A revolução 3D da roda pré-histórica é o grande elemento de convergência, que vai do campo plano ao acidentado, dos pés para as mãos, da mesa à rede, sempre divertindo e promovendo cultura. Invenções geniais tendem a gerar convergência. Essa é a moral da história. E, no caso, a invenção genial convergente da vez é o computador. A gente se espanta com tanta coisa nova que aparece

O FUTURO QUE SE VÊ NA TV

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O anúncio do tvOS12, para bons observadores, permite ver mais do que imagens com qualidade 4K HDR, sob som tridimensional imersivo Dolby Vision ou Dolby Atmos. Traz vestígios de um futuro próximo, pelo menos daquele no qual a Apple acredita. Foi no início desta semana, durante a abertura da WWDC, a conferência anual de desenvolvedores Apple. O tvOS12, sistema operacional da Apple TV 4K, apareceu com novidades não apenas para o cliente final, que tem o set-top box do produto. Mas também para as operadoras de TV por assinatura, que podem adotar o equipamento como conversor para seus clientes. No começo deste século, quando as “caixas” (os set-top boxes ) surgiram no mercado americano, tinham um jeito de concorrentes das TVs por assinatura. Afinal, Roku, Chromecast, Fire TV, Apple TV, dentre outras, oferecem alternativas de conteúdo audiovisual na TV. Acontece que a TV está se sofisticando, exigindo mais “inteligência” do set-top box , e esse não é o expertise das ope

TEMPO DAS ALIANÇAS IMPROVÁVEIS

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Tem a estória de amor “água com açúcar”. É aquela em que os dois se amam desde o começo até o fim. Mas quando o romance se desenrola entre cenários de amor e ódio, fica bem mais emocionante. É o que se tem visto nessa adolescência tecnológica de tantos produtos e serviços. No Brasil, Telefónica e Netflix acabam de anunciar as bodas, com lua de mel que passa por toda a América Latina e também pela Europa. O serviço OTT, que já foi odiado pelas distribuidoras de TV por assinatura, agora tem cara de galã. A promessa é de que, ainda este ano, a plataforma de IPTV da Vivo deva oferecer possibilidade de uso integrado com o Netflix. A moda já pegou em outras partes do mundo, junto à operadoras europeias e também às americanas, como Liberty Global, Altice e Comcast. E pensar que foi principalmente por conta da guerra contra o Netflix que se moldou o conceito de “neutralidade da rede”. Depois desse passado conturbado, de tantas brigas, a dificuldade agora é chegar ao